segunda-feira, 6 de junho de 2016

Descubra como as fases da lua podem influenciar sua vida

As fases da lua dizem muito sobre as mudanças de personalidade e objetivos que você apresenta em certos períodos do ano. Contar com a ajudinha para identificar o momento certo para desenvolver um novo projeto profissional ou assumir um relacionamento, por exemplo, pode influenciar positivamente em sua vida.
Pode parecer papo de vovó, mas não é. A astrologia  estuda as ligações entre as posições dos planetas e o que está acontecendo na Terra. O mapa astral, criado de acordo com informações pessoais, é instrumento que facilita o entendimento da personalidade e rumos mais adequados para o sucesso em todos os âmbitos da vida.
Fases da lua
 
A lua cheia é o período ideal para testar brinquedos e experiências sexuais. 
 
 
Ilustração: iStock, Getty Images
 

Fases da lua e suas influências

Elas têm muito a dizer sobre você. Confira quais são as influências das fases da lua em sua vida profissional e amorosa. Tem dicas para quem deseja apimentar o namoro  ou investir em um novo projeto na carreira.

Lua Nova

Vida profissional: mude de estratégia e aposte em novas ideias. Pesquise, planeje e coloque em prática todos os projetos que você deseja executar. Esse não é o período ideal para sair do emprego ou fazer dívidas.
Vida amorosa: experimente e invista em novas paixões. Teste posições, brinquedos ou ambientes para curtir uma transa especial. Parceiros diferentes também podem deixar as suas experiências ainda mais quentes. Ainda é um bom momento para engravidar.

Lua Crescente

Vida profissional: faça novos cursos, aposte em serviços diferentes do que você está acostumada, procure um novo emprego ou opte por trabalhos em equipe. Deixe as metas complicadas de lado e invista em novidades.
Vida amorosa: época tranquila para quem está em um bom relacionamento. Esse é o período ideal para oficializar o romance ou até tomar decisões mais importantes. As paixões assumidas nessa fase são as mais verdadeiras e duradouras.

Lua Cheia

Vida profissional: profissões ligadas ao comércio estão com tudo. Ótima época para ganhar dinheiro com investimentos, novas negociações e colaborações entre colegas. Não é boa fase do ano para fazer cirurgias ou procedimentos estéticos.
Vida amorosa: o tesão está em alta. Período perfeito para investir em surpresas quentes na hora da transa. Selecione alguns brinquedos, converse sobre sexo e descubra tudo o que seu parceiro deseja fazer.e conhecer.

Lua Minguante

Vida profissional: peça demissão, mande algum funcionário embora, tire férias, termine trabalhos ou outras atividades que já foram iniciadas. Não tome decisões precipitadas e pense muito antes de iniciar um novo projeto.
Vida amorosa: converse bastante sobre as situações vividas com o parceiro. Essa é a fase perfeita para acertar todas as questões que podem estar prejudicando a vida de casal. Resolva brigas, evite discussões e tenha muita calma.

Fases da lua x comprovação científica

Não existem estudos ou pesquisas que comprovem a influência das fases da lua na vida pessoal de cada um. Apesar disso, é sempre bom pensar positivo, para que todos os novos projetos e desejos sejam realizados. Acredite no seu potencial,  organize-se para os possíveis problemas e tenha um plano B.
Se for apelar para as fases da lua, entre em contato com astróloga e faça o seu mapa astral. Esse instrumento será ótimo para conhecer profundamente a sua personalidade e identificar quais são os planos mais adequados para o seu estilo de vida.



DOUTÍSSIMA / TERRA

Como a humanidade tenta copiar o Sol para ter energia quase infinita

Ao redor do mundo, diversos projetos exploram a fusão nuclear, o processo pelo qual o astro funde átomos e produz energia abundante

(NASA/Divulgação)
 
Reações de fusão no núcleo do Sol são a origem da maior parte da energia que chega até a Terra
 
 
O Sol é uma das principais fontes de energia limpa com que contamos. Com os combustíveis fósseis cada vez mais escassos, é possível que, em 2050, placas fotovoltaicas estejam em boa parte dos telhados do planeta. Mas e se, ao invés de transformar radiação solar em eletricidade, pudéssemos copiar a forma como o astro gera energia? A humanidade tenta há décadas dominar este processo. Ele se chama fusão nuclear e, para muitos, é o futuro da energia.

A energia por fusão é potencialmente barata, virtualmente inesgotável, suficientemente segura -- porém tremendamente difícil de se concretizar com as tecnologias e materiais de que dispomos atualmente.

No núcleo do Sol, a fusão nuclear ocorre sem parar. Sob pressão e temperaturas altíssimas, a todo momento, pares de átomos de hidrogênio se fundem e dão origem a átomos de hélio. Mas o átomo de hélio é mais leve do que os dois átomos de hidrogênio que o originaram. Durante a fusão, esta massa excedente se transforma em energia. Como são milhões de toneladas de átomos fundidos a cada segundo, a quantidade de energia e calor liberados é tremenda -- não por acaso a Terra, a 150 milhões de quilômetros do Sol, recebe calor suficiente para abrigar vida.

Perseguimos a fusão nuclear não somente porque tem o potencial de produzir muita energia. É que o combustível -- o hidrogênio -- é o elemento mais abundante do universo, o que significa energia praticamente infinita. Para realizar a fusão, utiliza-se um tipo específico de hidrogênio, chamado deutério. Em 4 litros de água do mar, há deutério suficiente para produzir energia equivalente a 1,2 mil litros de gasolina. Estima-se que haja, nos oceanos, deutério suficiente para alimentar a humanidade por 26 bilhões de anos.

O Sol em uma rosquinha

(aglet/Creative Commons)
 
 
Donut energético: JET, do Culham Centre for Fusion Energy (Inglaterra), é o maior tokamak em funcionamento
 
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Mas então, o que a humanidade está esperando para realizar a fusão nuclear? Estamos tentando, mas há grandes dificuldades em emular o Sol.

-- Para gerar energia por fusão, é preciso alta pressão e temperatura de forma contínua. O Sol mantém esse processo contínuo porque tem muita massa, que gera uma grande força gravitacional, que produz grandes pressões e temperaturas -- explica o coordenador do curso de Engenharia de Energia da Unisinos Fabiano Pedroso. -- Na Terra, é inviável sustentar essas condições, então precisamos de temperaturas muito superiores ao núcleo do Sol, na ordem de milhões de graus Celsius, o que que nenhum material sólido suporta -- conclui.

Como armazenar, em um tanque, um combustível tão quente que derreteria o tanque? Impeça o combustível de tocar nas paredes! Parece loucura, mas foi o que fizeram cientistas soviéticos nos anos 1950. O grupo, liderado por Lev Artsimovich, criou o conceito que, atualmente, é o mais desenvolvido para a construção de um reator de fusão: o tokamak. Imagine um equipamento de metal em forma de rosquinha. No interior da rosca, sem tocar nas paredes, circula combustível a altíssimas temperaturas, em estado de plasma -- o mesmo estado da matéria de que é feito o Sol.

-- Plasma é gás em que as partículas estão ionizadas. Os átomos perderam elétrons e, por conta disso, têm forte resposta a campos magnéticos -- explica Pedroso.

Em torno do tokamak, uma série imãs induzem e controlam um campo magnético. Os imãs conseguem confinar o combustível eletricamente carregado, mantendo-o "flutuando" dentro do equipamento, sem encostar nas paredes. Mas é difícil sustentar o plasma flutuante por muito tempo -- nenhum país conseguiu manter sua estabilidade por mais de alguns minutos.

Um reator, 35 países e US$ 20 bilhões

(Fusion for Energy/Creative Commons)
 
 
Construção do reator do Iter, na França: projeto pode ser primeira prova de viabilidade da fusão como fonte
 
 
Ao redor do mundo, diversos centros de pesquisa vêm realizando pequenos avanços. No início do ano, a China conseguiu manter um reator de fusão em funcionamento por quase dois minutos, contendo plasma a 50 milhões de graus Celsius. Para produzir energia por fusão, no entanto, é preciso mais calor -- e por bem mais tempo.

No sul da França, 35 países colaboram no mais ambicioso -- e caro -- projeto de fusão nuclear em atividade. O Iter (Reator Experimental Termonuclear Internacional) será o maior reator de fusão do mundo, e nasce com o objetivo de atingir temperaturas de 150 milhões de graus Celsius (10 vezes a temperatura do núcleo do Sol) e sustentar o processo por tempo suficiente para que o plasma mantenha-se "queimando".

Seu maior trunfo pode ser o que nenhum reator conseguiu até hoje: produzir mais energia do que o complexo sistema gasta para funcionar. O Iter promete gerar dez vezes mais energia do que consome, embora especialistas como Pedroso recomendem cautela: não é levada em conta a eficiência no aquecimento do plasma e na conversão da energia térmica (o calor produzido pela fusão) em eletricidade. Quer dizer, se tudo der certo, o Iter deve ser um grande passo para a humanidade -- mas não o passo conclusivo. A previsão é de que o projeto fique pronto em 2027, e a expectativa é de que seja uma prova de conceito, uma garantia de que a fusão com fins de geração de eletricidade pode ser viável em algum momento neste século.

-- O físico soviético Lev Artsimovich (conhecido como "pai do tokamak") dizia que a energia de fusão estará pronta quando a sociedade precisar dela. E é mais ou menos verdade. Mesmo os cenários mais pessimistas dizem que quando estivermos realmente precisando (quando fontes fósseis estiverem muito escassas e emitir carbono for muito caro), a fusão deverá estar começando a estar disponível comercialmente -- relata Fabiano Pedroso.

Em uma entrevista por e-mail, o físico britânico Steven Cowley, diretor do Culham Centre for Fusion Energy (Reino Unido) e líder da equipe de pesquisadores britânicos que participa do Iter, é um pouco mais otimista.

-- Se nos esforçarmos, podemos ter eletricidade por fusão em 2050. Claramente, não é fácil, mas a recompensa é tão importante que devemos persistir desenvolvendo -- projeta, ressaltando que, para isso, a humanidade precisa estar disposta a investir mais dinheiro na tecnologia.


ZERO HORA 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Cientistas descobrem método que pode levar à vacina universal contra o câncer

Cientistas alemães deram um importante passo para criar uma vacina universal contra o câncer, graças a uma técnica que instrui o sistema imunológico a atacar os tumores, de acordo com um trabalho publicado nesta quarta-feira pela revista britânica "Nature".
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Mainz, na Alemanha, utilizou nanopartículas que contêm RNA de um tumor para simular a invasão de um patogênico na corrente sanguínea e desencadear uma resposta autoimune.
Quando essas partículas entram em contato com o tecido linfático, um componente essencial do sistema imunológico, ativam os mecanismos de defesa frequentes, que dispõem de células como as dendríticas, para combater os organismos invasores.
A "Nature" ressaltou que os pesquisadores alemães conseguiram induzir respostas contra os tumores em ratos e, em uma primeira fase experimental, também em humanos, em três pacientes com melanoma.
"O trabalho provavelmente representa um passo adiante em direção a uma vacina universal para o câncer", disse a revista.
Os cientistas encontraram até agora dificuldades para descobrir mecanismos efetivos de vacinação porque as células cancerígenas são similares, em muitos aspectos, às normais. Por isso, o sistema imunológico se confunde e evita atacá-las.
Uma resposta defensiva eficiente só ocorre quando as células cancerígenas produzem antígenos - substâncias que fomentam a criação de anticorpos - diferentes aos das células saudáveis.
Outro dos fatores que freia a resposta imune ao câncer é que o crescimento dos tumores não é acompanhado de sinais inflamatórios importantes, como os que ocorrem durante uma infecção por bactérias, por exemplo, que disparam a resposta autoimune.
Por esses motivos, o sistema imunológico em algumas ocasiões tolera, ou inclusive promove a formação de tumores.
Em artigo que acompanha o trabalho dos alemães, Jolanda de Viers, do Centro Médico Universitário de Radboud (Holanda), afirma que o grupo de cientistas de Mainz, liderado por Ugur Sahin, adotou perspectiva "diferente" para as pesquisas realizadas até agora.
Os pesquisadores criaram nanopartículas nas quais os fragmentos de RNA estão cobertos de uma camada de lipídios, similares a uma membrana celular, para protegê-los.
Ao estabelecer uma carga elétrica negativa nessas partículas, os cientistas conseguem que elas sejam atraídas pelas células dendríticas, que, por sua vez, descobrem um antígeno específico contra o tumor cancerígeno.
Os pesquisadores alemães acreditam que qualquer antígeno baseado em uma proteína pode estar codificado no RNA. Por isso, consideram que essa técnica pode ser utilizada para criar vacinas contra qualquer tipo de câncer.


EFE / TERRA

Pesquisadores caminham para criar genoma humano sintético

Pesquisadores americanos anunciaram nesta quinta-feira um projeto para criar um genoma humano sintético que poderá revolucionar a biotecnologia, mas que já provoca inquietação no plano ético.

A descrição do projeto - batizado "Human Genome Project-Write" ou "HGP-write" - foi publicada na revista Science e já provocou críticas de vários cientistas sobre sua ética e seu potencial para gerar crianças sem pais biológicos.

Alguns pesquisadores também criticaram o segredo em torno da reunião mantida por cientistas no mês passado, na faculdade de Medicina de Harvard, para discutir o projeto.

Segundo os 25 promotores do HGP-write, entre eles George Church, professor de genética da faculdade de Medicina de Harvard, e Jef Boeke, do centro médico Langone da Universidade de Nova York, a iniciativa deve permitir numerosos avanços médicos, abrindo a possibilidade de se fabricar material genético a baixo custo.

"As potenciais aplicações dos resultados do HGP-write são principalmente a possibilidade de se criar órgãos humanos para transplantes e produzir células resistentes a todos os vírus e cânceres", escreveram os pesquisadores.

Drew Endy, bioengenheiro da Universidade de Stanford (Califórnia), e a professora de religião Laurie Zoloth, da Northwestern University (Illinois), avaliaram nesta quinta-feira que as implicações éticas do projeto deveriam ter sido analisadas antes de sua apresentação.

"Antes de lançar um projeto com este, com implicações éticas e teológicas tão grandes, é preciso estabelecer questões fundamentais, começando por saber em quais circunstâncias deveríamos tornar realidade estas tecnologias", escreveram os dois catedráticos, citados pelo New York Times.


js/faa/lr /  D C

Descoberto 1° gene associado à origem da esclerose múltipla

Uma equipe de pesquisadores na Universidade de Colúmbia Britânica e do Vancouver Coastal Health, no Canadá, descobriu o primeiro gene associado à origem da esclerose múltipla.
Foto: AlexRaths / iStock

O estudo, publicado na revista Neuron , indica que o gene NR1H3 aumenta em 70% as possibilidades de desenvolver esclerose múltipla e que a doença poderia ser hereditária.
Segundo informou a universidade em comunicado, para realizar o estudo os autores analisaram os dados do Projeto Colaborativo canadense sobre a Suscetibilidade Genética para a Esclerose Múltipla, trabalho em cujo registro se armazena a informação genética de mais de 2.000 famílias canadenses.
Para realizar a pesquisa, comandada pelo biólogo e geneticista espanhol Carles Vilariño-Güell em colaboração com a professora Dessa Sadovnick, levaram em conta mais de 4.000 mostras de pacientes com esclerose múltipla e 8.600 de parentes consanguíneos.
Os pesquisadores localizaram a mutação em duas famílias canadenses nas quais em ambos os casos dois terços de seus membros desenvolveram a doença, e todos eles tinham a mesma alteração do genoma, que por sua vez produzia uma proteína defeituosa conhecida como LXRA e que impacta em outros genes.
A descoberta desta mutação evidencia que algumas formas de esclerose múltipla são hereditárias. "Esta descoberta é fundamental para nossa compreensão da esclerose múltipla. Até agora sabíamos muito pouco sobre os processos biológicos que dão lugar à aparição da doença, mas nosso achado tem um potencial enorme para o desenvolvimento de novos tratamentos voltados a suas causas subjacentes, e não somente os sintomas", explicou Vilariño-Güell.
Os resultados poderiam ajudar a encontrar tratamentos que incidam no mesmo gene ou combatam os efeitos prejudiciais da mutação, e uma pesquisa da mutação em pacientes de alto risco permitiria um diagnóstico e um tratamento antes que os sintomas apareçam.
Os resultados do trabalho também demonstraram que o aumento dos níveis de vitamina D ajudam a prevenir a doença. 


EFE 

Estudo liga câncer de próstata ao tamanho da cintura

Homens de cintura larga têm maior risco de desenvolver tipos mais agressivos de câncer de próstata, indicou um novo estudo. 
 
Um levantamento realizado com 140 mil homens de oito países europeus mostrou que 10 cm a mais na circunferência abdominal aumentariam as chances de desenvolver o câncer em 13%.
O maior grupo de risco, contudo, era o de homens com cintura maior do que 94 cm, indicou o estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra.
O câncer de próstata é o mais comum em homens.
O estudo, que foi apresentado na Cúpula de Obesidade Europeia em Gotemburgo, na Suécia, analisou a associação entre as medidas do corpo de homens na faixa dos 50 anos e o risco de câncer de próstata em 14 anos.
Durante o período, houve cerca de 7 mil casos de câncer de próstata, dos quais 934 foram fatais.
Os pequisadores descobriram que homens com um Índice de Massa Corporal (IMC) alto e uma cintura larga tinha maiores chances de desenvolver câncer de próstata de alto risco, uma forma mais agressiva da doença.
Por exemplo, homens com cintura de 94 cm tinha 13% maior risco de câncer de próstata agressivo do que homens com cintura de 84 cm.
Cientistas também observaram um maior risco de morte por câncer de próstata com maior IMC e circunferência abdominal.
Aurora Pérez-Cornago, da Universidade de Oxford, disse que o estudo mostrou que a associação entre o tamanho do corpo e o câncer de próstata é complexa e varia conforme a agressividade da doença.
Segundo ela, os grandes vilões seriam os hormônios causadores de câncer presentes nas células de gordura, mas isso ainda não foi provado.

Recomendação

A recomendação da especialista é de que os "homens devem manter um peso saudável e se possível perder medidas na cintura".
Mas ela acrescentou que o estudo não analisou especificamente o impacto da perda de peso no risco do câncer de próstata.
Um porta-voz da Prostate Cancer UK, maior ONG de saúde masculina, disse: "Manter-se ativo e com um peso saudável pode proteger contra várias doenças, incluindo o câncer".
"Essa pesquisa complementa uma série de outras evidências segundo as quais o peso e o tamanho da cintura podem influenciar no surgimento do câncer de próstata", acrescentou.
Thea Cunningham, da ONG Cancer Research UK, que se dedica a pesquisas sobre a doença, diz que mais estudos são necessários para comprovar a associação entre a circunferência abdominal e o risco de desenvolver câncer de próstata.
"Não está claro se o excesso de peso leva ao desenvolvimento de tipos mais agressivos de câncer de próstata, ou se existe uma menor probabilidade de o tumor ser diagnosticado em um estágio inicial em homens com sobrepeso,. Nesse caso, o câncer poderia ser mais agressivo ou estar mais avançado quando for diagnosticado".
"Manter um peso saudável pode ajudar homens a reduzir o risco de outros tipos de câncer incluindo câncer do intestino". 


BBC BRASIL

Implantado em Brusque, projeto melhora desempenho dos alunos em sala de aula

Implantado em Brusque, projeto melhora desempenho dos alunos em sala de aula Patrick Rodrigues/Agencia RBS

Programa Amigos do Zippy melhora até mesmo o desempenho das crianças em sala de aula.

Alunos se encontram semanalmente, onde falam sobre sentimentos e conflitos.Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS
Augusto Ittner

O divã são as carteiras na sala de aula e, em vez de adultos, os pacientes são crianças. Um projeto implantado na rede municipal de ensino de Brusque ensina os pequenos a lidar com suas dificuldades para que consigam enfrentar problemas mais facilmente na adolescência e também na fase adulta. É uma espécie de terapia de grupo dentro das escolas que vem trazendo resultados positivos tanto no comportamento quanto no desempenho dos alunos.

O programa chama-se Amigos do Zippy e todo o trabalho feito em classe gira em torno da história de um menino, Thiago, que tem um bicho-pau como animal de estimação. O personagem passa pelos mesmos problemas no dia a dia que as crianças na vida real passam, como brigas com amigos e conflitos em família, o que gera discussões sobre formas de encontrar soluções. O projeto é dividido em seis módulos, cada um com uma história, e os encontros acontecem semanalmente. A aula é dada pela própria professora, que passa a ter um envolvimento direto com a iniciativa.



A efetividade da iniciativa é comprovada com dados da Associação pela Saúde Emocional das Crianças (Asec). No início de 2015, dos 1.629 alunos envolvidos no programa em 24 escolas, apenas 15% demonstravam real interesse em aprenderdisciplinas tradicionais, como português e matemática. No final do ano esse número chegou a 70%, ou seja, 1.140 crianças tinham motivação para estudar, segundo avaliação dos professores e pais. Na Escola João Hassmann o projeto já existe há seis anos e os impactos são perceptíveis, segundo a diretora Sandra Regina Aguiar. 

— Nós explicamos para os alunos que é normal ter sentimentos como raiva, tristeza e alegria, e mostramos como lidar com eles sem trazer impactos pra outras pessoas,fazendo com que a própria criança se sinta melhor. A maneira com que eles falam, se expressam, cobram, tudo é diferente com quem já passou pelo projeto — conta Sandra.



Apoio psicológico tão fundamental quanto a didática

 
Mas, afinal de contas, como a simples história de um animal chamado Zippy auxilia no desenvolvimento dos alunos na escola e no comportamento dentro e fora da sala de aula? A neuropsicopedagoga Valdeneza Aparício Fernandes explica que a ideia é fazer com que a criança entenda o que está sentindo e o porquê de estar sentindo, para que ela mesma resolva os seus conflitos.

— A criança percebe o sentimento e consegue encontrar alternativas de como agir de acordo com o momento. Essas alternativas fazem com que os alunos tenham atitudes mais corretas, que não vão ferir eles próprios nem outras pessoas — explica Valdeneza.

A especialista ainda explica que, em determinados casos, esse apoio psicológico aos alunos acaba sendo mais importante que a didática.

— Há situações em que a criança precisa de atenção e, se o problema não for resolvido ou amenizado, ela não vai ter qualquer rendimento em sala de aula — defende a especialista.

Novas amizades e mais conversa em família

Como em Brusque o projeto já existe desde 2010, já é possível perceber mudanças comportamentais em crianças e adolescentes que passaram pelo Zippy. Aumento de responsabilidade, respeito e diálogo estão entre as melhorias confirmadas pelos próprios pais, segundo avaliação feita pela Associação pela Saúde Emocional das Crianças (Asec). Rayca Huber, de 10 anos, conta que a comunicação com a família melhorou.

— Antes eu não ajudava meus pais e não fazia minhas tarefas em casa. Agora eu converso mais e tenho mais respeito.

O pai, Rogério Huber, disse ainda que o relacionamento entre Rayca e a irmã, Rayane, melhorou após a participação de ambas no Zippy.

— As duas mudaram bastante, ficaram mais educadas e começaram a se dar melhordepois do projeto — afirma.

Heloísa Mazzucco, de nove anos, consegue passar até para a irmã mais nova aquilo queaprendeu com o programa.

— Eu consegui aprender a ser mais calma. Quando ela faz alguma coisa errada, em vez de brigar, eu mostro que aquilo não é legal e ela entende.

Pano de fundo é a valorização da vida

O programa Amigos do Zippy - criado em Londres, na Inglaterra, em 2002 - teve como ideia inicial a prevenção ao suicídio. Avaliações na época mostraram que as pessoas envolvidas passavam a ter mais capacidade de elaborar estratégias para lidar com comportamentos agressivos. Embora hoje o foco seja diferente, o objetivo de oferecer apoio emocional às crianças que precisem segue fazendo parte do projeto nos 30 países envolvidos. No Brasil, 250 mil alunos já participaram.

Em Brusque, a motivação para a implementação do Zippy foi a tragédia de 2008, que destruiu centenas de residências e deixou uma pessoa morta na cidade. Por conta de abalos e perdas materiais, algumas crianças tinham dificuldade em lidar com o estudo, o que levou uma empresa privada a financiar o projeto que se estende até os dias de hoje.
JORNAL DE SANTA CATARINA - JORNAL DE SANTA CATARINA