Em
12 de fevereiro de 1976 Claudério Augusto chegava em Chapecó para trabalhar
numa das emissoras de rádio AM da cidade.
No
último 12 ele completou, portanto, 40 anos de Chapecó, tendo exercido nos
primeiros dez anos funções também em emissoras de rádio de Pinhalzinho, Xaxim,
Xanxerê e Lages, mas sempre residindo aquí.
No
dia 29 de fevereiro de 1976 conheceu a hoje sua esposa Ivete Lucietto.
Hoje,
29 de fevereiro, são 40 anos. Na verdade, se computássemos apenas o 29 de
fevereiro, seriam apenas 10 anos.
Mas
deste casamento tiveram dois filhos, Cássia e Tiago.
PIONEIRISMO
Claudério
Augusto foi o primeiro sonoplasta de uma emissora de TV de Chapecó. Antes mesmo
da TV Cultura ( hoje RBS ) entrar no ar, ele gravou na rádio AM onde trabalhava
diversas fitas de rolo com áudio e barras para colocar o sinal no ar. Dois
meses depois a emissora entrava definitivamente no ar.
Claudério
Augusto foi o primeiro apresentador de esportes da RBS TV, tendo como
coordenador estadual Luiz Carlos Prates.
Em
1985 no SBT estreou o primeiro programa de polícia na região.
Em
1992 ele estreou programa policial inédito, único até hoje numa emissora
afiliada da Globo no Brasil, na RBS TV Chapecó, onde ficou até 1995.
Em
1997 retornou à casa onde permaneceu até 2003 apresentando matérias policiais e
de ajuda à comunidade.
Depois
desta sua terceira saída a emissora e nenhuma outra no Brasil na Globo tiveram
programa policial diário.
Depois
de 20 anos na Super Condá, agora aposentado, aos 58 anos, Claudério Augusto
dedica-se ao projeto de informação neste blog, e para março pretende colocar no
ar através daRádio Portal SC o primeiro
programa policial diário do país, demonstrando assim mais uma vez seu
pioneirismo, que é sua marca aliada ao trabalho sério e persistente.
O Mignonzitto Fast Food atende de 3ª a domingo das 18h às 24h.
Rua Paulo Marques, 50-E, Centro de Chapecó, na rua da Moto A.
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para pegar o lanche e a bebida. Aguardamos sua visita ou telefonema.
Um procedimento pioneiro feito por médicos conseguiu restaurar, a
partir de células-tronco, o olho de crianças vítimas de catarata na
China.
Em foto de arquivo, criança submetida a cirurgia de catarata na
China; cientistas apresentam agora tratamento com células-tronco
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBCBrasil.com
Mais da metade dos casos de cegueira são causados por catarata, quando o
cristalino - a lente natural existente no globo ocular - fica opaco.
Em geral, o tratamento de catarata consiste no implante de uma lente artificial.
Já o novo procedimento, descrito na revista especializada
Nature
, ativou células-tronco no olho para desenvolver uma nova lente.
Especialistas descreveram o tratamento como um dos maiores avanços na medicina regenerativa.
Tratamentos e complicações
Cerca de 20 milhões de pessoas no mundo todo perderam a visão devido à
catarata. A doença é comum mais entre idosos, mas afeta algumas crianças
desde o nascimento.
Os tratamentos tradicionais usam ultrassom para amolecer e quebrar a
lente natural deficiente. Em seguida, ela é retirada do olho. Uma lente
intraocular artificial é então implantada no olho, mas esse procedimento
pode resultar em complicações, principalmente em crianças.
A nova técnica desenvolvida por cientistas da Universidade Sun Yat-sen,
na China, e da Universidade da Califórnia em San Diego, Estados Unidos,
remove a catarata da lente interna do olho através de uma incisão
minúscula e deixa a superfície exterior, chamada de cápsula da lente,
intacta.
A estrutura é então forrada com as células-tronco epiteliais, que geralmente reparam os danos.
A lente de células-tronco fica atrás da pupila e focaliza a luz na retina.
Segundo os cientistas, o novo procedimento foi feito em 12 crianças
depois de testes feitos em coelhos e macacos terem sido bem-sucedidos.
Em oito meses, as lentes de células-tronco já chegavam ao tamanho normal.
"Esta é a primeira vez que uma lente completa foi regenerada. As
crianças passaram pela cirurgia na China e continuam muito bem, com
visão normal", disse Kang Zhang, um dos pesquisadores.
O procedimento também teve uma taxa de complicações muito menor.
Mas, de acordo com o Kang Zhang, são necessários mais testes antes que
esse tratamento se transforme no padrão para tratar crianças com
catarata.
Crianças e idosos
O procedimento foi testado em crianças pois suas células-tronco
epiteliais da lente do olho são mais jovens e têm uma capacidade maior
de regeneração do que as de idosos.
Mas a grande maioria dos casos de catarata acontece em idosos.
Zhang afirma que já começaram os testes em pacientes mais velhos e os primeiros resultados "parecem promissores".
Para Robin Ali, do Instituto de Oftalmologia da Universidade College
London, mesmo ainda estando na fase de testes, o trabalho dos cientistas
chineses e americanos é "formidável".
"Esta nova abordagem oferece uma perspectiva muito melhor de tratamento
para a catarata pediátrica, porque resulta na regeneração de uma lente
normal que cresce naturalmente", afirmou.
Para Ali pode ser mais difícil conseguir resultados parecidos em adultos, mas o impacto pode ser grande.
Foto: Getty / BBCBrasil.com
"Pode ser superior às lentes artificiais implantadas atualmente pois as
lentes naturais podem permitir que a pessoa enxergue em distâncias
diferentes de forma mais eficaz", afirmou.
"O estudo é uma das maiores conquistas no campo de medicina
regenerativa até o momento. É o melhor da ciência", disse Dusko Ilic,
palestrante em ciência de células-tronco no King's College de Londres.
Potencial
Kang Zhang acredita que usar células-troncos dos olhos tem um "grande
potencial" para tratar uma grande variedade de doenças além da catarata,
como degeneração macular e glaucoma.
Um outro estudo realizado pela Universidade de Osaka, no Japão, e pela
Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, usou células-tronco para
produzir outros tecidos do olho.
Neste estudo os cientistas conseguiram produzir uma série de tecidos
oculares incluindo os que fazem parte da córnea, conjuntiva, lente e
retina.
"Nosso trabalho não apenas tem potencial para o desenvolvimento de
células para tratamento de outras partes do olho, mas também pode
estabelecer a base para testes humanos no futuro e transplantes (...)
para restaurar a função visual", disse Andrew Quantock, um dos
pesquisadores.
A
água com limão é benéfica a qualquer hora do dia. Se a tomarmos em
jejum iremos eliminar toxinas, regular nosso metabolismo e evitar a ação
negativa dos radicais livres.
Para
o ser humano a água é indispensável. Se ficarmos sem beber água durante
cinco ou seis dias nossa vida correrá sério risco. O corpo humano tem
por volta de 75% de água quando nascemos e aproximadamente 60% quando
nos tornamos adultos.
Médicos recomendam tomar ao menos dois litros de água diariamente. Essa
quantidade engloba o consumo de sucos, frutas e todos os alimentos que
contenham água. O ingestão da água é vital para a saúde, essencial para
o correto funcionamento de todo organismo. Conheça os benéficos de uma
receita que te deixará hidratado e será benéfica para seu corpo a água
com limão.
Água com limão para o organismo
O
limão é um cítrico que ocupa o primeiro lugar na lista das frutas
preventivas, pois graças a seu alto conteúdo vitamínico e curativo,
transforma-se em um grande eliminador de bactérias e toxinas. Possui
uma alta quantidade de vitamina C, que potencializa as defesas do
organismo, ajudando a evitar enfermidades, inclusive colabora também
com cicatrização de qualquer tipo de ferida.
Um
potente limpador do organismo, torna a boca mais saudável e possui ação
desintoxicante, além de ser rico em minerais como potássio, magnésio,
cálcio e fósforo. O potássio, por exemplo, é essencial para a vida e
apresenta altos benefícios para o tratamento da hipertensão arterial. É definido como altamente medicinal, já que atua de forma curativa. em mais de 150 enfermidades.
As
toxinas são encontradas em qualquer parte do organismo ( sangue, órgãos
e tecidos) e quando ingerimos limão, ele atua diretamente onde as
toxinas se encontram, combatendo e ajudando a expulsá-las. Em casos de
intoxicação gastrointestinal, ou quando temos a digestão lenta e
problemas com o fígado e vesícula, o limão intervém ajudando a
normalizar as funções que estão alteradas.A água com limão é um grande aliado para a limpeza do sistema imunológico.
O doutor David Jockers discorre com muita propriedade quando nos afirma
que: ” A água misturada com limão contém ácido cítrico, que ajuda a
limpar e prevenir os depósitos de cálcio que se acumulam nas artérias.
Quando estes depósitos se acumulam podem provocar uma enfermidade
cardiovascular”Além disso, é importante saber que quando tomamos
água com limão e não a limonada, economizamos ganhar algumas calorias,
pois não é necessário o uso do açúcar ou qualquer tipo de adoçante para
deixá-lo com melhor sabor.
Benefícios da água com limão
Ajuda na digestão e remove as toxinas do aparelho digestivo.
Em casos de sentir náuseas, acidez ou indigestão, a água com limão ajuda a neutralizar esses sintomas.
Ajuda o sistema imunológico a se tornar mais forte, graças à contribuição da vitamina C.
Contém ácido ascórbico, composto por propriedades anti-inflamatórias.
O suco do limão é um remédio eficaz na obesidade, mas antes de começar uma dieta exclusiva, o paciente deve beber muita água.
Equilibra
o pH , por ser um dos alimentos mais alcalinos. O limão ao ser
ingerido, e metabolizado pelo organismo se torna alcalino.
Ajuda a reduzir a ingestão de café, já que normalmente ao beber um copo de água com limão a vontade de tomar café é eliminada.
Ajuda para refrescar o hálito e aliviar as dores de dentes e gengivites.
A água com limão ingerida com as refeições reduz o índice de glicose no sangue, o que ajuda o corpo a diminuir a sensação de fome e o mantém saciado por muito mais tempo, contribuindo para a perda de peso.
Lembre-se
Separadamente, os benefícios que a água e o limão nos oferecem
são muitos , por separado, mas muitos mas os benefícios estão mais
além quando os juntamos em uma deliciosa água com limão. Essa bebida é
muito mais saudável que qualquer outra, como, por exemplo, os
refrigerantes, que podem afetar a saúde. Por esse motivo, quando
quisermos saciar a sede e refrescar nossa garganta, o ideal seria beber
um copo de água com limão por dia, dessa forma você pode até reduzir o calor que possa estar no dia e seu corpo se sentirá muito melhor.
Especialista explica que a cárie não está
associada a quantidade de açúcar que você come por dia, mas sim a
frequência de consumo
Já sabemos que ingerir muito açúcar não é legal quando estamos falando
de saúde bucal. Mas o que você provavelmente não sabia é que comer um
pouco de doce várias vezes ao dia é muito mais prejudicial aos dentes do
que comer um montão de guloseimas de uma vez só.
Isso mesmo. Quando o açúcar entra na boca e se encontra com as
bactérias que vivem lá, ácidos que têm o poder de destruir o esmalte do
dente são liberados. “Esse processo se repetindo várias vezes ao dia,
vários dias por semana provocará a formação de um buraco no dente
(cárie). Por outro lado, se a pessoa comer muito doce poucas vezes no
dia esse ácido será reparado pela ação da saliva junto com a ajuda do
flúor”, diz Jaime Aparecido Cury, professor da Faculdade de Odontologia
de Piracicaba, FOP-Unicamp.
Lembre-se ao ingerir um refrigerante é melhor toma-lo de uma vez do que beber gole por gole ao longo do dia
Foto: Dasha Petrenko / Shutterstock
Frequência sim, quantidade não!
Colocando a coisa toda em números, é assim que funciona: quando você
come açúcar, as bactérias levam cerca de 20 segundos para convertê-la em
ácido e este, por sua vez, fica uns 30 minutos na boca.
Ou seja, o que aumenta o risco da cárie não é a quantidade total de
açúcar que você ingere por dia e sim, a frequência com que você o coloca
na boca. Se você comer muito de uma vez, os ácidos serão produzidos
todos de uma vez, mas logo combatidos. Agora comendo açúcar o dia
inteiro, mesmo que de pouco em pouco, você mantém a produção de ácido
efetiva o dia todo, tornando o trabalho da saliva insuficiente e grandes
as chances de desenvolver cárie.
“O ideal é se limitar a comer açúcar apenas como sobremesa nas
refeições principais, no máximo 3 vezes por dia, pois assim os episódios
de desmineralização não serão maiores que os de remineralização”, diz o
especialista. Assim, como as pessoas têm o costume de escovar os dentes
sempre depois dessas refeições, a saúde dos dentes fica garantida. “Com
a ação da saliva e da pasta fluoretada, a pessoa terá o máximo
benefício anticárie”, diz Jaime.
Repense seu consumo
Com base nisso, é fundamental rever os hábitos alimentares de toda a
família em nome de uma saúde bucal livre de cárie. Repense o que se come
e, principalmente, como as coisas estão sendo comidas.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o consumo de açúcar não
deveria ultrapassar 10% da ração energética diária da população, tanto
em adultos quanto em jovens e crianças. Essa quantidade seria mais ou
menos 50 gramas de açúcar, o equivalente a 5 colheres de sopa ou a um
quarto de xícara.
“Essa preocupação é válida desde que se sabe que o açúcar é o vilão
responsável pelas lesões de cárie e não as bactérias bucais. A cárie é
uma doença açúcar dependente”, diz o especialista.
Depois de todas essas informações, todo cuidado é pouco na hora de
comer, principalmente na hora de fazer aquela extravagância
gastronômica. Lembre-se ao ingerir um refrigerante é melhor toma-lo de
uma vez do que beber gole por gole ao longo do dia.
Você deve ter
milhares de amigos em suas redes sociais, mas já parou para pensar com
quantos deles pode realmente contar? De acordo com estudo, apenas pouco
mais de 10% dos contatos podem ser considerados amigos na vida real – o
restante são amizades falsas.
Redes sociais podem ser cheias de amizades falsas
Um novo estudo lembra os usuários de
mídias sociais que é preciso distinguir a diferença entre um amigo no
Facebook e um amigo de verdade. A pesquisa, feita pela Universidade de
Oxford e publicada pela Royal Society, compara a amizade na vida real e as relações virtuais.
Segundo os pesquisadores, a cada 150
amigos do Facebook de um determinado usuário, apenas quatro são de
confiança e 13 expressariam simpatia durante uma crise emocional. Eles
chegaram à conclusão de que, no total, apenas 15 pessoas poderiam ser
contadas como verdadeiros amigos.
O levantamento mostrou ainda que os mais jovens costumam ter mais amigos no Facebook. Os cientistas explicaram que é preciso cuidados com laços estritamente virtuais.
Segundo eles, as amizades têm um decréscimo natural na ausência de
interação real e as redes sociais contribuem muito para que isso ocorra.
É preciso tomar cuidado com as amizades que você mantém. Foto: iStock, Getty Images
Como cultivar as verdadeiras amizades
Se você quer reunir um círculo de amigos confiáveis e se livrar de amizades falsas,
basta mudar algumas atitudes. Ter em quem confiar é muito importante
para o bem-estar. Veja como sair do virtual e cultivar amizades reais:
Esteja em contato
Você tem que estar preocupado com as
pessoas. Procure ligar de vez em quando para aquelas de quem você gosta e
mostre o quanto se importa e está disponível para elas.
Lembre-se das pequenas coisas
Elas
podem ter o maior impacto nas amizades, desde aquelas que estão apenas
começando até as que duram anos. Perceber um novo corte de cabelo,
compartilhar um artigo sobre algo que seu amigo gosta, tudo é válido.
Até mesmo uma mensagem simples pode ser uma grande demonstração de
amizade.
Tenha tempo para eles
Às vezes, na correria do dia a dia, é difícil encontrar um tempo para uma longa conversa ou apenas um happy hour com os amigos, mas estar em contato físico é muito importante. Acredite, nada como uma boa conversa face a face.
Aprenda a ouvir
Dar à pessoa uma voz e mostrar que as suas palavras importam terá um impacto. Geralmente, as pessoas não precisam de opiniões, mas apenas de alguém com um ouvido atento.
Mantenha as promessas
Se você diz que vai fazer algo, faça.
Se você diz que está indo a algum lugar, esteja lá. Os amigos de
verdade cumprem suas promessas. Lembre-se de que em amizades sinceras
não há espaço para a mentira.
Um procedimento pioneiro feito por médicos conseguiu restaurar, a
partir de células-tronco, o olho de crianças vítimas de catarata na
China.
Em foto de arquivo, criança submetida a cirurgia de catarata na
China; cientistas apresentam agora tratamento com células-tronco
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBCBrasil.com
Mais da metade dos casos de cegueira são causados por catarata, quando o
cristalino - a lente natural existente no globo ocular - fica opaco.
Em geral, o tratamento de catarata consiste no implante de uma lente artificial.
Já o novo procedimento, descrito na revista especializada
Nature
, ativou células-tronco no olho para desenvolver uma nova lente.
Especialistas descreveram o tratamento como um dos maiores avanços na medicina regenerativa.
Tratamentos e complicações
Cerca de 20 milhões de pessoas no mundo todo perderam a visão devido à
catarata. A doença é comum mais entre idosos, mas afeta algumas crianças
desde o nascimento.
Os tratamentos tradicionais usam ultrassom para amolecer e quebrar a
lente natural deficiente. Em seguida, ela é retirada do olho. Uma lente
intraocular artificial é então implantada no olho, mas esse procedimento
pode resultar em complicações, principalmente em crianças.
A nova técnica desenvolvida por cientistas da Universidade Sun Yat-sen,
na China, e da Universidade da Califórnia em San Diego, Estados Unidos,
remove a catarata da lente interna do olho através de uma incisão
minúscula e deixa a superfície exterior, chamada de cápsula da lente,
intacta.
A estrutura é então forrada com as células-tronco epiteliais, que geralmente reparam os danos.
A lente de células-tronco fica atrás da pupila e focaliza a luz na retina.
Segundo os cientistas, o novo procedimento foi feito em 12 crianças
depois de testes feitos em coelhos e macacos terem sido bem-sucedidos.
Em oito meses, as lentes de células-tronco já chegavam ao tamanho normal.
"Esta é a primeira vez que uma lente completa foi regenerada. As
crianças passaram pela cirurgia na China e continuam muito bem, com
visão normal", disse Kang Zhang, um dos pesquisadores.
O procedimento também teve uma taxa de complicações muito menor.
Mas, de acordo com o Kang Zhang, são necessários mais testes antes que
esse tratamento se transforme no padrão para tratar crianças com
catarata.
Crianças e idosos
O procedimento foi testado em crianças pois suas células-tronco
epiteliais da lente do olho são mais jovens e têm uma capacidade maior
de regeneração do que as de idosos.
Mas a grande maioria dos casos de catarata acontece em idosos.
Zhang afirma que já começaram os testes em pacientes mais velhos e os primeiros resultados "parecem promissores".
Para Robin Ali, do Instituto de Oftalmologia da Universidade College
London, mesmo ainda estando na fase de testes, o trabalho dos cientistas
chineses e americanos é "formidável".
"Esta nova abordagem oferece uma perspectiva muito melhor de tratamento
para a catarata pediátrica, porque resulta na regeneração de uma lente
normal que cresce naturalmente", afirmou.
Para Ali pode ser mais difícil conseguir resultados parecidos em adultos, mas o impacto pode ser grande.
Foto: Getty / BBCBrasil.com
"Pode ser superior às lentes artificiais implantadas atualmente pois as
lentes naturais podem permitir que a pessoa enxergue em distâncias
diferentes de forma mais eficaz", afirmou.
"O estudo é uma das maiores conquistas no campo de medicina
regenerativa até o momento. É o melhor da ciência", disse Dusko Ilic,
palestrante em ciência de células-tronco no King's College de Londres.
Potencial
Kang Zhang acredita que usar células-troncos dos olhos tem um "grande
potencial" para tratar uma grande variedade de doenças além da catarata,
como degeneração macular e glaucoma.
Um outro estudo realizado pela Universidade de Osaka, no Japão, e pela
Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, usou células-tronco para
produzir outros tecidos do olho.
Neste estudo os cientistas conseguiram produzir uma série de tecidos
oculares incluindo os que fazem parte da córnea, conjuntiva, lente e
retina.
"Nosso trabalho não apenas tem potencial para o desenvolvimento de
células para tratamento de outras partes do olho, mas também pode
estabelecer a base para testes humanos no futuro e transplantes (...)
para restaurar a função visual", disse Andrew Quantock, um dos
pesquisadores.
Você deve ter
milhares de amigos em suas redes sociais, mas já parou para pensar com
quantos deles pode realmente contar? De acordo com estudo, apenas pouco
mais de 10% dos contatos podem ser considerados amigos na vida real – o
restante são amizades falsas.
Redes sociais podem ser cheias de amizades falsas
Um novo estudo lembra os usuários de
mídias sociais que é preciso distinguir a diferença entre um amigo no
Facebook e um amigo de verdade. A pesquisa, feita pela Universidade de
Oxford e publicada pela Royal Society, compara a amizade na vida real e as relações virtuais.
Segundo os pesquisadores, a cada 150
amigos do Facebook de um determinado usuário, apenas quatro são de
confiança e 13 expressariam simpatia durante uma crise emocional. Eles
chegaram à conclusão de que, no total, apenas 15 pessoas poderiam ser
contadas como verdadeiros amigos.
O levantamento mostrou ainda que os mais jovens costumam ter mais amigos no Facebook. Os cientistas explicaram que é preciso cuidados com laços estritamente virtuais.
Segundo eles, as amizades têm um decréscimo natural na ausência de
interação real e as redes sociais contribuem muito para que isso ocorra.
É preciso tomar cuidado com as amizades que você mantém. Foto: iStock, Getty Images
Como cultivar as verdadeiras amizades
Se você quer reunir um círculo de amigos confiáveis e se livrar de amizades falsas,
basta mudar algumas atitudes. Ter em quem confiar é muito importante
para o bem-estar. Veja como sair do virtual e cultivar amizades reais:
Esteja em contato
Você tem que estar preocupado com as
pessoas. Procure ligar de vez em quando para aquelas de quem você gosta e
mostre o quanto se importa e está disponível para elas.
Lembre-se das pequenas coisas
Elas
podem ter o maior impacto nas amizades, desde aquelas que estão apenas
começando até as que duram anos. Perceber um novo corte de cabelo,
compartilhar um artigo sobre algo que seu amigo gosta, tudo é válido.
Até mesmo uma mensagem simples pode ser uma grande demonstração de
amizade.
Tenha tempo para eles
Às vezes, na correria do dia a dia, é difícil encontrar um tempo para uma longa conversa ou apenas um happy hour com os amigos, mas estar em contato físico é muito importante. Acredite, nada como uma boa conversa face a face.
Aprenda a ouvir
Dar à pessoa uma voz e mostrar que as suas palavras importam terá um impacto. Geralmente, as pessoas não precisam de opiniões, mas apenas de alguém com um ouvido atento.
Mantenha as promessas
Se você diz que vai fazer algo, faça.
Se você diz que está indo a algum lugar, esteja lá. Os amigos de
verdade cumprem suas promessas. Lembre-se de que em amizades sinceras
não há espaço para a mentira.
O
Senado da Califórnia aprovou nesta quinta-feira um pacote de medidas
que aumentam para 21 anos a idade mínima para comprar tabaco e regulam o
uso de cigarros eletrônicos neste estado no oeste dos Estados Unidos.
As
leis foram aprovadas na semana passada pela Câmara dos Representantes e
agora devem ser ratificadas pelo governador democrata Jerry Brown para
entrar em vigor.
Senadores deram sua aprovação à norma que
aumenta de 18 a 21 a idade legal para comprar tabaco, fazendo da
Califórnia o segundo estado do país a adotar essa decisão depois do
Havaí.
"Esta é a oportunidade para a Califórnia para fazer
história reduzindo drasticamente a possibilidade de contacto e veneno
jovens", comemorou o senador Ed Hernandez, autor da legislação "Tobacco
21".
"O tabaco é a principal causa de morte nos Estados Unidos,
com 480.000 pessoas morrendo a cada ano, incluindo 40.000 fumantes
passivos", disse em comunicado.
O pacote de medidas aprovadas
também enfatiza a regulação dos cigarros eletrônicos, que seguem as
mesmas leis do tabaco normal, o que implica que o uso é proibido em
locais públicos, assim como a venda a menores de 21 anos.
Uma
descoberta paleontológica importante ocorrida no Brasil foi divulgada
na edição desta sexta-feira da revista Scientific Reports, do grupo
Nature.
O artigo descreve pela primeira vez na ciência o crânio
de um Teyujagua paradoxa, nome indígena que significa réptil ou lagarto
feroz, encontrado nos arredores da cidade de São Francisco de Assis, no
Rio Grande do Sul, durante uma saída de campo do professor Felipe
Pinheiro com alunos da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).
Estima-se
que o animal tenha vivido há 250 milhões de anos, período anterior ao
do surgimento dos dinossauros. O trabalho, que permite o avanço dos
estudos em uma área ainda desconhecida do desenvolvimento das espécies,
também é assinado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal do Vale do São Francisco
(Univasf), em Petrolina (PE), e da Universidade de Birmingham, na
Inglaterra.
– É uma descoberta que se faz uma vez na vida – vibra Pinheiro, 28 anos, paleontólogo cearense radicado no Estado há seis anos.
Ao
avistar o crânio parcialmente encoberto no solo, no ano passado, o
professor se deu conta, de imediato, de que se tratava de um achado
importante. Encontram-se fósseis com frequência na área, mas em geral
estão quebrados e fragmentados. Com 11 centímetros da ponta do focinho
até a parte de trás do crânio, a peça estava inteira, em ótimo estado de
conservação – uma raridade.
Segundo Pinheiro,
o Teyujagua foi um réptil pequeno, de comprimento entre um metro e um
metro e meio, quadrúpede, com narinas posicionadas no topo do focinho,
típico de animais aquáticos ou semiaquáticos. Pode ter vivido nas
margens de rios ou lagos, talvez comendo anfíbios. Nos dias de hoje,
seria semelhante a um lagarto ou a um jacaré. Animais parecidos,
aparentados com o Teyujagua, já foram localizados em outros países, o
que possibilitou que os pesquisadores deduzissem características sobre a
aparência e o comportamento do fóssil do pampa gaúcho.
O réptil
habitou a Terra no período Triássico, "pouco" depois – 2 milhões
de anos, intervalo considerado irrelevante em paleontologia – de uma
extinção em massa que dizimou cerca de 90% de todos os seres vivos do
período Permiano. No planeta quase despovoado, o Teyujagua surgiu de
alguma forma de vida que sobreviveu à catástrofe e testemunhou a
recuperação da fauna. É justamente nesta fase pouco conhecida que o
conhecimento científico precisa avançar: o fóssil de São Francisco de
Assis é um ser intermediário entre os répteis primitivos e os
arcossauriformes, grupo que compreende dinossauros (que surgiriam 20
milhões de anos após o Teyujagua), pterossauros, jacarés e aves.
– A origem dos arcossauriformes ainda era muito obscura. Agora o Teyujagua nos ajuda a entendê-la– explica Pinheiro.
Marco
Brandalise de Andrade, professor da Faculdade de Biocências e curador
da coleção de fósseis do Museu de Ciências e Tecnologia da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), saúda o feito dos
pesquisadores e a atenção da comunidade internacional despertada para o
Estado, já reconhecido pela riqueza de seu passado paleontológico.
–
Esse material é fabuloso em termos de história evolutiva e demonstra a
riqueza que existe na nossa diversidade de espécies fósseis – avalia
Andrade. –Sem mesmo um esforço enorme, encontramos coisas. Imagina se
pudéssemos focar com mais dinheiro, mais profissionais, mais estudantes,
maior frequência de coleta? Quantas coisas a gente não descobriria
nessa diversidade toda? – completa.
Assado, cozido, no vapor ou cru? Nutricionistas dão dicas de como aproveitar ao máximo as propriedades de cada tipo de comida
Foto:
Felipe Carneiro / Agencia RBS
Se
a escolha do alimento é o primeiro passo para uma rotina mais saudável,
pode-se dizer que o preparo deles é o segundo. Mesmo que a frase "você é
o que você come" já ressalte a importância da dieta adequada, vira e
mexe especialistas defendem que a forma como o alimento é colocado à
mesa diz muito sobre a ingestão de vitaminas, fibras e sais minerais.
Um
estudo recente realizado pela Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp) avaliou técnicas de preparo dos alimentos e o teor de
compostos bioativos — responsáveis por favorecer o funcionamento dos
órgãos e a prevenção de doenças — em cada um deles, antes e depois de
irem para o fogo. No trabalho, publicado na revista Food Chemistry, a
equipe coordenada pela professora Veridiana Vera de Rosso investigou o
que acontece com substâncias antioxidantes presentes na couve e no
repolho roxo quando esses vegetais são cozidos (em imersão na água ou no
vapor) ou refogados.
De
maneira geral, o cozimento a vapor foi o que melhor preservou a
atividade antioxidante nas duas verduras. Porém, Veridiana ressalta que
os resultados dos estudos nesta área costumam ser controversos, visto
que o valor nutricional varia de acordo com o alimento. Portanto, o uso
da mesma técnica pode obter respostas diferentes para cada vegetal.
Outros
especialistas ouvidos pela reportagem também ressaltaram a diferença
entre cada grupo alimentar. No entanto, de forma geral, pode-se dizer
que o método que mais perde valor nutricional é o cozimento em grande
quantidade de água e em um longo período de tempo.
— O calor, o
excesso de água e o tempo influenciam nessa perda. De forma geral, o
mais indicado para preservar os nutrientes é o vapor, uma vez que, dessa
forma, o alimento não é imerso na água e não é cozido totalmente —
comenta a nutricionista Vanessa Franzen Leite.
A especialista
esclarece que, quanto maior o tempo de exposição ao calor, mais os
compostos bioativos são oxidados. Além disso, mesmo que os alimentos
crus sejam considerados mais ricos em nutrientes, tubérculos e carnes,
por exemplo, só serão bem digeridos pelo organismo se passarem pelo
fogo.
Tudo começa ainda no mercado
A perda
de compostos bioativos se inicia já na fase de pós-coleta do alimento,
se mantém durante o preparo da refeição e segue até o consumo. Isso
porque a exposição deles ao ar e à luz também interfere no valor
nutricional. Mas, para que a maior quantidade de vitaminas, fibras e
sais minerais seja mantida, algumas dicas podem ser valiosas.
— O
armazenamento deve ser feito, preferencialmente, sob refrigeração.
Quanto menor for o tempo de exposição ao ambiente, menor será o contato
do alimento com condições de degradação. Por isso, é importante evitar
adquirir frutas, verduras e hortaliças em grandes quantidades — explica
Gabriela Zanatta Port, nutricionista funcional da Clínica Nutrissoma.
Por
mais corriqueiro que seja e por mais simples que possa parecer, o
congelamento exige mais atenção do que se imagina. O processo interfere
não só na qualidade do alimento, mas, principalmente, na preservação dos
nutrientes.
— Deve-se proporcionar aos alimentos um modo em que
eles congelem uniformemente, e o descongelamento deve ser feito na
geladeira, e nunca em temperatura ambiente — explica a nutricionista
consultora em qualidade e segurança de alimentos Natália Fleck Tizotti.
Os
cuidados para que a qualidade da comida seja mantida não param por aí.
Depois de descongelado, o alimento deve ser preparado e consumido o
quanto antes, e nunca congelado novamente.
Liquidificador ajuda a oxidar nutrientes
Sopas,
sucos, vitaminas. Os nomes, por si só, já soam saudáveis. O que poucas
pessoas sabem é que a maneira como esse tipo de comida é preparada
resulta no aumento da perda do valor nutricional.
— Uma grande
quantidade de oxigênio é introduzida no alimento quando ele é triturado,
fazendo com que ocorram reações químicas que alteram a estrutura das
vitaminas — explica Vanessa.
Para a especialista, uma forma de
preservar as substâncias aliadas da saúde é optar por sopas com legumes
inteiros, por exemplo. Mas, se a preferência ainda for pelo
liquidificador, recomenda-se consumir a sopa logo em seguida — quanto
mais o tempo passa, mais os nutrientes serão oxidados — e prepara-la
com a tampa da panela fechada.
— Para os sucos, vale a mesma
coisa. Se for demorar para consumir, o indicado é armazenar em um
recipiente fechado, na geladeira — adverte Vanessa.
O
Dalai Lama declarou na sexta-feira ser partidário de reformas
educacionais que ajudem as futuras gerações de crianças a manter as
"mentes sãs"."Com franqueza, nossa geração (tem) poucas
esperanças", declarou, lamentando que o século XXI tenha dado até agora a
impressão de ser tão sangrento e cruel quanto o XX."Nossa
esperança é a geração futura, se começamos já com a educação (...) que
nos ensine a criar mentes sãs", acrescentou, à margem de um encontro em
Genebra, sede do Conselho de Direitos Humanos da ONU, juntamente com
outros prêmios Nobel da paz.O Dalai Lama informou que estava
participando da elaboração coletiva de um "primeiro esboço" de um
programa de estudos mais "holístico", que deverá estar pronto até o
final deste ano."A base da natureza humana é compassiva",
assegurou, reforçando a importância das ações concretas para ajudar as
pessoas a conservar a empatia que se sente quando se é criança."Sou
um monge budista. Minha prática diária inclui rezar", disse,
acrescentando: "sou cético (sobre as possibilidades) da reza para
aportar paz ao mundo (...) A paz tem que vir da ação".A China
considera o Dalai Lama e seus partidários como "separatistas" que querem
a independência. No entanto, o líder espiritual tibetano no exílio e
ganhador do Nobel assegura que só pede mais autonomia."Não
estamos buscando uma separação", assegurou nesta sexta-feira, pedindo a
todos os países e povos a defender uma "cultura da paz".
Levantamento do Hospital Moinhos de Vento mostrou que fumódromo ao ar livre tinha ar mais poluído do que o normal
Foto:
Hospital Moinhos de Vento / Divulgação
Embora
diversos estudos já tenham comprovado a associação direta entre a
exposição involuntária à fumaça do cigarro em ambientes fechados e o
aumento do risco de doenças pulmonares e cardiovasculares, pouco se sabe
sobre os efeitos do fumo passivo em lugares abertos. Mas uma pesquisa
do Hospital Moinhos de Vento, feita em parceria com a Universidade
Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), trouxe um indício
de que ficar exposto às substâncias tóxicas do cigarro em áreas ao ar
livre também pode causar prejuízos para a saúde.
A
pesquisa teve duas frentes. Na primeira, um aparelho foi usado para
medir a qualidade do ar na área onde fumar era permitido, localizada no
bosque do hospital. Foi feita uma comparação com o espaço ao lado, onde
o cigarro era proibido. O fumódromo apresentou uma média de 66mcg/m3
de partículas respiráveis no ar (poeira que tem capacidade de chegar até
o pulmão), com picos de 900. Do outro lado, durante os 10 dias de coleta,
as médias foram inferiores a 25, índice preconizado como aceitável pela
Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em
um segundo momento, os pesquisadores fizeram um bio monitoramento nas
plantas que ficavam próximas ao fumódromo e em vegetais 40 metros
distante. Nas que se localizavam perto do ambiente onde o cigarro era
permitido, houve uma grande concentração de metais pesados como
alumínio, ferro, zinco e cobre, – de 10 a 15 vezes mais em relação ao
local não exposto ao fumo. O estudo verificou que, nessas plantas,
ocorreu uma mutação no desenvolvimento do pólen, ao contrário das que se
estavam na área ao lado.
– Entre a maioria dos
fumantes existe a crença de que fumar ao ar livre não faz mal. Embora a
gente não tenha feito um estudo direto sobre a saúde dos humanos,
indiretamente conseguimos determinar que o fumo em ambientes abertos leva
a uma grande concentração de materiais particulados, o que
consequentemente significa um ar de pior qualidade, além de provocar
uma modificação direta na genética das plantas. Queremos reproduzir a
pesquisa na metade de 2016, após um ano do fechamento do fumódromo, para
verificarmos se houve alterações – diz Sérgio Amantea, coordenador da
pesquisa.
A fumaça que sai do cigarro e se
difunde no ambiente tem até50 vezes mais elementos cancerígenos do que a
fumaça inalada pelo fumante. De acordo com o Instituto Nacional do
Câncer (Inca), a fumaça do cigarro tem aproximadamente 4.720 substâncias
tóxicas diferentes, que se constituem em duas fases fundamentais: a
gasosa e a particulada. A primeira contém, entre outros,o monóxido de
carbono, que dificulta a oxigenação do sangue.
Já
a segunda possui alcatrão (composto com 40 substâncias comprovadamente
cancerígenas formado a partir da combustão dos derivados do tabaco) e
nicotina, considerada uma droga psicoativa que causa dependência e age no
sistema nervoso central como a cocaína, por exemplo. A diferença é que
a nicotina age de maneira mais rápida: chega ao cérebro entre 7 e 19
segundos.
Luiz Carlos Corrêa da Silva,
presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de
Pneumologia e Tisiologia, reconhece o valor, sob o ponto de vista
ambiental, da pesquisa feita pelo Hospital Moinhos de Vento, mas prefere
adotar cautela ao falar de possíveis danos do fumo passivo em ambientes
abertos:
– Nada se pode afirmar objetivamente
com relação à saúde humana. Para isso, seriam necessárias observações
sequenciais, por longo período de tempo, com grupos de pessoas que
frequentassem por tempo prolongado estes locais, com medidas específicas
de parâmetros de saúde. Estas condições são difíceis de se conseguir.
Pais fumantes devem evitar expor os filhos às toxinas do produto
Uma
das diretrizes da Convenção-Quadro para o Controle doTabaco (CQCT) da
Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que não existe nível seguro de
exposição ao cigarro. Isto é, por menor que seja o contato, o risco de
que as pessoas venham a desenvolver uma doença associada ao tabagismo
é real, de acordo com a OMS.
Mas nenhum estudo
ainda foi feito no sentido de apresentar números que evidenciem a
probabilidade de que isso aconteça em lugares ao ar livre.
–
Pode ser que, em algum momento, a gente tenha como comprovar que algumas
pessoas, em situações específicas de maior exposição à fumaça em
ambientes abertos, podem ter doenças. O que já se sabe é que a fumaça é
tóxica e, por algum tempo, ela permanece acumulada no ar, diluindo-se
mais rapidamente do que em lugares fechados – declara Tania Cavalcante,
coordenadora da Secretaria Executiva da Comissão Nacional para
Controle do Tabaco/Inca.
José Roberto Jardim, pneumologista da Universidade Federal de São Paulo (USP), faz um alerta aos pais fumantes:
–
Crianças pequenas, filhas de pais fumantes, têm risco maior de
desenvolver doenças respiratórias. Então, é claro que se a mãe ou o pai
segurarem o filho enquanto fumam, esse bebê vai ser contaminado
pelas substâncias tóxicas do cigarro, mesmo que eles estejam em um
ambiente aberto.
Cidadãos que fizerem cadastro não poderão receber ligações ou emails. Empresa que descumprir a lei poderá pagar multa, segundo governo.
Empresas que descumprirem lei ficarão sujeitas
a multa
(Foto: Reprodução EPTV)
Em Santa Catarina, foi regulamentada a lei que permite aos consumidores
optarem por não receber e-mails e ligações de telemarketing. As
empresas que descumprirem a determinação ficam sujeitas a multas,
informou o governo do estado na sexta-feira (11).
O governador Raimundo Colombo editou, nesta semana, decreto que
normatiza a lei 15.329/2010, que cria o cadastro para o bloqueio do
recebimento das ligações.
O cadastro impede que pessoas físicas e jurídicas, como empresas de
telemarketing, efetuem de forma não autorizada ligações telefônicas ou
enviem emails ou qualquer tipo de mensagem aos consumidores.
Os cidadãos que optarem por fazer o cadastro não poderão ser incluídos
nos bancos de dados das empresas e, caso já estejam, deverão ser
excluídos. As empresas que descumprirem a lei ficarão sujeitas a multa,
dobrada a cada reincidência. Como fazer o cadastro
A inscrição para o bloqueio dos contatos poderá ser feita pelo titular
da linha telefônica ou do email na sede do Departamento de Defesa do
Consumidor (Procon) de Santa Catarina, em Florianópolis, ou, em breve,
diretamente pelo site do Procon.
De acordo com a diretora do Procon estadual, Elisabete Fernandes
Baesso, com a regulamentação da lei, o departamento providenciará o
desenvolvimento de um sistema para que os usuários possam realizar a
inscrição no site.
“A medida é importante para evitar o desconforto dos consumidores que
recebem ligações em dias e horários inapropriados, como sábados e
domingos, por exemplo”, observou a diretora.
A restrição passará a valer 30 dias após o cadastramento do usuário.
Ficam isentos do cumprimento da lei as organizações de assistência
social, educacional, religiosa e hospitalar sem fins lucrativos,
portadores do título de utilidade pública e que atuem em nome próprio,
além de órgãos governamentais. G1 SC
Cartões são o principal gerador de dívidas, mas podem trazer fôlego ao orçamento se bem utilizados
Foto:
Gabriel Renner / Arte ZH
Erik Farina
Nos
últimos anos, o cartão de crédito passou a ocupar a posição de vilão do
orçamento doméstico. Os juros estratosféricos, que podem multiplicar
por quatro uma dívida ao longo de um ano, e a liderança entre os fatores
que mais conduzem consumidores ao endividamento deram àquele objeto de
plástico uma aura tão perigosa quanto sedutora, em razão dos limites
generosos e da facilidade de uso. Entre os consumidores endividados, 80% são reféns do cartão de crédito, que supera, com folga,
carnês e empréstimos pessoais, conforme pesquisa de fevereiro da
Fecomércio-RS.
– Com a crise e a queda na renda, muita gente acaba
tendo de escolher quais contas irá pagar em dia e quais deixará para
depois. E protela justamente o cartão de crédito, que tem o juro mais
alto e deveria ser o primeiro a ser quitado – afirma o educador
financeiro Jó Adriano da Cruz, do Instituto Dsop em Porto Alegre.
A
penalidade para quem adia o pagamento é tombar no crédito rotativo,
acionado quando é pago apenas uma parte da fatura. Os juros podem chegar
a 14,7% ao mês, 420% ao ano, considerando o acúmulo das taxas, segundo
pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac)
divulgada na semana passada.
O que o senso comum tem deixado
escapar é que os cartões, quando bem utilizados, podem se tornar um
reforço no controle das despesas. Possibilitam, por exemplo, que se
obtenha imediatamente um produto ou serviço que será pago só no mês
seguinte. Também dão fôlego ao orçamento em meses de aperto –
dispensando um empréstimo. Sem contar os programas de vantagens, como
milhagem e descontos em programas culturais.
– Os cartões são um
meio de compra altamente seguro e eficaz. O problema é a falta de
educação financeira de muitos consumidores, que os leva à inadimplência –
diz o consultor financeiro Reinaldo Domingos.
Um choque de
controle financeiro pode transformar o vilão em herói. A estratégia é
manter controle estreito sobre o uso – monitorar quanto do limite já foi
utilizado, evitar parcelamentos que pesarão demais nos meses seguintes e
jamais pagar a fatura mínima e cair no rotativo.
– As
administradoras de cartões já oferecem ferramentas que facilitam esse
controle, como alertas quanto a um limite de gasto pré-selecionado, ou
restrição para usos específicos, como em supermercados – aponta
Alexandre Brito, vice-presidente de Desenvolvimento de Aceitação e
Negócios da MasterCard Brasil e Cone Sul.
Pré-pagos surgem como opção
Uma
alternativa mais restritiva a gastos tem ganho adeptos no Brasil: os
cartões pré-pagos. Trata-se de uma modalidade que pode ser comprada em
redes de varejo e é abastecida antes do gasto – ao contrário do cartão
de crédito, em que a fatura é paga ao final do mês. Não é preciso ter
conta em um banco ou passar por análise de crédito.
– É uma
alternativa que traz maior possibilidade de controle nas contas, já que
não permite que se gaste mais do que o disponibilizado anteriormente –
explica Paulo Kulikovsky, diretor-executivo da Acesso, uma das maiores
empresas de cartões pré-pagos no país.
No ano passado, o número de
cartões da Acesso cresceu 150%, chegando a 250 mil unidades em
circulação no país. Kulikovsky afirma que a crise e o aumento do
endividamento atraem clientes com dificuldade em abrir uma conta
bancária ou obter empréstimo pessoal. Quem usa os cartões precisa pagar
uma mensalidade e uma taxa a cada recarga – na acesso, são de R$ 5 e R$
2,50, respectivamente.
O consultor financeiro Jó Adriano da Cruz
avalia que os pré-pagos podem ser atraentes em razão da segurança ao
dispensar o uso do dinheiro vivo, mas afirma que é preciso avaliar se o
gasto com taxas vale a pena:
– Se a pessoa já tem um cartão de débito, por exemplo, e o utiliza sem custo talvez seja desnecessário ter um pré-pago.
Se alimentar corretamente pode prevenir uma série de transtornos em sua saúde
Embalagens com estampas de frutas, prometendo um alimento com baixo
teor de gordura ou livre de substâncias inimigas das dietas pode parecer
a escolha mais saudável, mas nem sempre é o caso. Para ajudá-lo, veja
cinco mitos sobre alimentação. As informações são do site do jornal The Independent.
Leite desnatado é melhor
Foto: Getty Images
O leite desnatado tem sido apontado como parte de um grupo que não
contém gordura saturada e ligado a combate da obesidade, doenças
cardíacas e diabetes.
No entanto, um estudo recente analisou pesquisas já existentes sobre a
bebida e mostrou que as pessoas que consomem leite integral enfrentam um
risco menor de desenvolver doenças cardíacas ou diabetes tipo 2. “Em
termos de obesidade, não encontramos apoio para a noção de que
laticínios de baixo teor de gordura são mais saudáveis”, afirmou o Dr.
Mario Kratz, especialista em nutrição do Centro de Pesquisa do Câncer
Fred Hutchinson, em Seattle, nos EUA.
Não comer batatas
Foto: Pierre-Marie Brou
Alimentos ricos em amido é uma boa fonte de vitamina C e fibras e podem
“desempenhar um papel importante” na dieta, especialmente se forem
cozidos sem sal ou gordura, de acordo com especialistas.
Alimentos sem glúten são mais saudáveis
A versão tradicional da receita pode ser adaptada para a dieta.
Foto:
iStock/Getty Images / Vivo Mais Saudável
Até pouco tempo, quem era intolerante a glúten lutava para achar
produtos sem a proteína que é encontrada no trigo e em alguns grãos, por
exemplo. Mas, recentemente, a seleção de produtos sem glúten têm
crescido e, agora, é possível achar nos supermercados pães, bolos e
cereais adequados para pessoas que possuem doença celíaca.
Porém, é comum que pessoas confundam “sem glúten” como sinônimo de
“saudável”. Cortar o glúten de sua dieta pode causar uma deficiência de
vitaminas, minerais e fibras, explicou o Dr. Peter Green, diretor da
Coeliac Disease Centre da Universidade de Columbia.
Sushi sempre é saudável
Foto: Getty Images
Os ingredientes do sushi fazem com que pessoas pensem que ele é o auge
dos alimentos sadios. Porém, alguns itens contêm carboidratos, que podem
levar menos tempo para digerir, assim causando um aumento de açúcar no
sangue, o que deixa propenso a sentir fome mais rápido.
Suco
Foto: iStock
É comum vermos sucos nas prateleiras de supermercados indicando que
contém alta porcentagem da fruta. Mas é essencial verificar se sua
bebida preferida não contém aromas artificiais, adição de açúcar e água
que supera os benefícios que qualquer fruta.
Cientistas dos Estados Unidos desenvolveram um novo tratamento que pode
reduzir o abuso de álcool com a administração de um remédio usado para
combater, entre outros, a gastrite em humanos, segundo um estudo
publicado nesta terça-feira pela revista britânico "Nature".
A pesquisa liderada pelo The Scripps Research Institute (TSRI) de La
Jolla (Califórnia), demonstrou que a administração do fármaco conhecido
como Carbenoxolona (CBX) em roedores provocou uma redução na ingestão do
álcool.
O CBX, usado também para curar as úlceras pépticas em humanos, pertence
a um grupo de moléculas conhecido como 11-beta-Hidroxiesteroide
Desidrogenase (11b-HSD1), que pode atuar como um inibidor.
Estudos anteriores desenvolvidos em roedores constataram que o álcool
ativa certos esteroides, os glicocorticóides, e pode estimular o
organismo a aumentar sua ingestão.
Os especialistas do TSRI lembram agora que a atividade dos
glicocorticóides nas células é regulada pelo 11b-HSD1, o que
transformaria a Carbenoxolona em um remédio eficaz.
Aplicada a grupos de entre nove e dez ratos, os pesquisadores,
liderados pelo especialista Pietro Paolo Sanna, descobriram que os
roedores que apresentavam uma dependência ao álcool, que em humanos pode
ser física ou psicológica, reduziram sua ingestão.
Além disso, os roedores não dependentes baixaram os níveis de ingestão de álcool após tomarem a CBX.
Os autores deste estudo, publicado também na revista especializada
"Translational Psychiatry", sugerem que as 11b-HSD1 poderiam desempenhar
um papel-chave para modular "os efeitos reforçadores" do álcool.
Em consequência, fármacos inibidores desenvolvidos a partir da 11ß-HSD
poderiam ser reutilizados para tratar o abuso do álcool.
Os surtos de doenças espalhadas pelo Aedes aegypti na
América têm alertado a população para a importância de se prevenir.
Mas, enquanto uns esperam por uma vacina, os adeptos da medicina
alternativa apostam na própolis verde para driblar a ação do inseto.
Substância extraída pelas abelhas de
cascas de árvores, plantas e flores, ela é utilizada para a construção e
proteção de suas colmeias. Por outro lado, há quem aposte no produto
como um antibiótico natural, que atuaria no organismo a partir de poderosos antioxidantes e vitaminas do complexo B, C, H e O.
Própolis verde no combate ao aedes
Foto: iStock, Getty Images
Há diferentes tipos da substância
disponíveis, dependendo de onde ela é extraída. No caso da própolis
verde, a extração é proveniente do alecrim, uma planta típica da vegetação brasileira.
Não é à toa que, segundo dados da Cooperativa Nacional de Apicultura (Conap), o mercado da própolis cresceu 18,8% no país em 2015. Mas o crescimento não se deve somente aos benefícios da substância.
Ele também está ligado às exportações e ao consenso entre especialistas de que o composto extraído no Brasil tem uma composição química distinta da apresentada no restante do mundo, já que o alecrim do campo é tipicamente brasileiro. Para se ter uma ideia, aqui o extrato é vendido a R$ 10. No exterior, custa cerca de US$ 40.
Embora já tenha sido amplamente utilizada no combate no tratamento de
gripes, dores, mal-estar e hipertensão, a própolis verde para a
prevenção das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti ainda é uma novidade.
Com o surto de casos ocorridos entre 2015 e 2016, alguns biólogos e
médicos passaram a defender o uso desse remédio alternativo. Os
entusiastas da própolis verde sugerem que a planta pode ser utilizada
tanto como repelente para o mosquito da dengue, quanto como forma de
tratamento para as doenças transmitidas por ele.
Eles explicam que, depois de ser
ingerida, a própolis exala, por meio da sudorese, princípios ativos como
flavona e vitamina B, que repelem os insetos. Assim, a sugestão é de que os adultos tomem cerca de 30 a 40 gotas, diluídas em água sem cloro, a cada seis horas.
Já as crianças podem ingerir o número
de gotas equivalente à metade do seu peso corporal, também diluídas.
Antes disso, no entanto, é recomendado fazer o teste alérgico. Embora rara, a sensibilidade à própolis pode se manifestar.
Medicina natural no combate à dengue
Se depender dos pesquisadores, a medicina alternativa será uma forte aliada no combate ao aedes.
Um novo estudo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
(PUC-Minas) e da Fundação Ezequiel Dias (Funed), atestou a eficácia dos óleos de orégano e de cravo para matar as larvas do mosquito.
Os cientistas detectaram que, ao
entrar contato com o criadouro, esses óleos são capazes de matar as
larvas em até 24 horas. O próximo passo é estudar a possibilidade de
patentear um larvicida, menos prejudicial ao meio ambiente, formulado com esses ingredientes.
(Arquivo) Mulheres acima do peso ou obesas dão à luz crianças maiores: é o que
diz uma nova pesquisa, que pode soar como um alerta para aquelas que
pretendem engravidar
Mulheres
acima do peso ou obesas dão à luz crianças maiores: é o que diz uma
nova pesquisa, que pode soar como um alerta para aquelas que pretendem
engravidar.
Mães
com açúcar elevado no sangue ou diabetes, mesmo dentro de uma escala
saudável, também tendem a ter bebês maiores, de acordo com um estudo
publicado nesta terça-feira no Journal of the American Medical
Association.
Por
outro lado, o aumento da pressão arterial durante a gravidez faz com
que as mulheres deem à luz bebês menores, segundo os pesquisadores das
universidades britânicas de Bristol e Exeter, que lideraram o estudo.
"Ter
nascido muito grande ou muito pequeno pode acarretar em riscos para a
saúde de um bebê recém-nascido, especialmente quando isso está no
extremo do espectro", disse Rachel Freathy, da Universidade de Exeter
Medical School, que co-escreveu o relatório.
Compreender
quais características das mães influenciam no peso de nascimento pode
ajudar a reduzir o número de bebês nascidos muito grandes ou muito
pequenos, acrescentou a pesquisadora.
Os pesquisadores examinaram dados de mais de 30.000 mulheres saudáveis e seus bebês ao longo de 18 estudos.
Todas
as mulheres tinham ascendência europeia e viviam na Europa, América do
Norte ou Austrália. Eles deram à luz entre 1929 e 2013.
Os
pesquisadores examinaram variantes genéticas associadas aos índices de
massa corporal, glicemia, níveis de lipídios e pressão arterial das
mulheres, assim como as medições dessas características durante a
gravidez e o peso dos bebês ao nascer.
Um
índice de massa corporal (IMC) quatro pontos maior para as mães resulta
em bebês com peso ao nascer 54 gramas maior, segundo o estudo.
Os
pesquisadores também determinaram índices de correlações entre os
níveis mais elevados de glicose no sangue das mães e pesos de natalidade
mais elevados, bem como aumento da pressão arterial em mães e menor
peso ao nascer.
"As
associações estimadas entre estas características maternas e peso ao
nascer (aumentado ou reduzido) são substanciais e de importância
clínica", escreveram os autores.
"Esses
dados reforçam os esforços para manter os níveis de glicose e pressão
arterial gestacional saudáveis para garantir o crescimento fetal
saudável".
Os
pesquisadores também concluíram que lipídios ou níveis de gordura, no
sangue das mães, não parece afetar o tamanho dos bebês, contrariando
resultados de pesquisas anteriores.
Medicamento
foi testado em 48 pacientes e alguns deles apresentaram queda a níveis
indetectáveis de células infectadas pelo vírus
Foto:
Cleber Gomes / Agencia RBS
A
empresa francesa Biosantech e o cientista Erwann Loret, do Centro
Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), apresentaram nesta
quarta-feira resultados preliminares de uma vacina curativa experimental
contra o HIV – mostrando uma queda a níveis indetectáveis de células
infectadas pelo vírus em alguns pacientes.
– O principal
resultado deste teste é que temos um efeito da vacina em células
infectadas pelo HIV. Nós ganhamos 70 anos de terapia tripla para os
pacientes – disse Loret, cujos trabalhos serão publicados na revista
Retrovirology.
As
terapias triplas, que atualmente permitem que o sangue tenha uma carga
viral indetectável, não têm nenhum efeito, ou muito poucos, o número de
células infectadas, que servem como reservatórios do vírus e provocam um
aumento da carga viral logo quando o tratamento é interrompido na
maioria dos pacientes HIV-positivos.Num ensaio clínico realizado em um
hospital de Marselha com 48 pacientes, divididos em quatro grupos (um
grupo com placebo e três doses diferentes de vacina), nove pacientes
apresentaram um nível indetectável de células infectadas 12 meses mais
tarde.
Preparada por Loret, a vacina atua contra a proteína Tat,
produzida pela célula infectada pelo HIV e impede as defesas
imunológicas de atacá-la. A molécula da vacina foi batizada TAT Oyi, em
referência a um paciente do Gabão naturalmente resistente ao HIV, no
qual se descobriu que esta proteína era capaz de gerar uma boa resposta
imunitária.
Outras investigações podem ser realizadas em breve em
vários hospitais em todo o mundo. De acordo com Loret, uma eventual
cura da doença, sobre a qual se mostra prudente, só pode ser obtida
através da combinação da vacina às terapias triplas para obter não só
uma carga viral e um número de células infectadas não detectáveis, mas
também uma diminuição da resposta imunológica, o que significaria
"retroseroconversão", ou seja, um retorno à condição seronegatividade.
Esta
retroseroconversão foi observada em apenas um paciente no mundo,
Timothy Brown, chamado de "Paciente de Berlim". Na sequência de uma
leucemia, Brown passou por um enxerto de medula óssea, o que permitiu
essa cura dificilmente reproduzível.
O professor de climatologia da
Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Augusto Felicio, é um dos
poucos céticos quanto ao aquecimento global no Brasil. Para o docente, o
fenômeno não passa de uma mentira, já que não existem provas
científicas de que a Terra está aquecendo. Segundo ele, só no último
século as temperaturas subiram e desceram duas vezes e isso faz parte da
variabilidade climática.
Por que o senhor afirma que o aquecimento global não existe?
Quando o Painel Intergovernamental sobre
Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) quer dizer que a Terra
esquentou 0,74ºC em 150 anos é o mesmo que contar uma piada aos
climatologistas sérios. As temperaturas já variaram muito mais do que
3ºC ou 5ºC há cerca de 5 mil anos. Em outros períodos, a Geologia nos
retrata valores de mais de 8ºC. Ao mesmo tempo, dependendo da escala
verificada, as variações podem ser grandes ou pequenas e não ocorrem ao
mesmo tempo, nos mesmos lugares. Em certas partes, pode-se observar que
as temperaturas subiram, em outras, que baixaram. Falar em média é uma
verdadeira abstração, que esconde uma gama rica de fenômenos e
variações. Não se pode entender clima assim. Só no último século, as
temperaturas subiram e desceram duas vezes. Isso faz parte da
variabilidade climática e não há nada de errado.
Existem provas que o aquecimento global existe?
Mostrar coisas derretendo não é prova de
aquecimento global, pois, do contrário, mostrar coisas congelando seria
prova de resfriamento global. Confunde-se as observações localizadas
dos fenômenos e extrapola-se isso para o globo. Não é assim. É
importante ressaltar que mostrar os fenômenos, observá-los, relatá-los,
são etapas do conhecimento científico. Agora, atribuir causa a eles
assim do nada é que se torna estranho demais. Note que não é porque
observamos melhor o planeta e seus fenômenos, através do nosso aparato
tecnológico, que provamos que eles mudaram, pois as séries são muito
pequenas, e muito menos que é o homem a sua causa. Nesses termos, podem
apenas achar, supor, imaginar que aconteceu “aquecimento global” pela
observação dos dados. Porém, pior ainda, só poder acreditar, crer, ter
fé, que foi causado pela atividade dos humanos no planeta. Não há prova
que o homem fez alguma alteração climática global. Qualquer afirmação
desse tipo não passa de uma distorção do método científico consagrado.
Se o aquecimento global não existe, quais são as consequências do efeito estufa?
O “efeito estufa” é uma física
planetária impossível. Em uma estufa, o ar está sob controle, ficando
aquecido e não se misturando com o ar externo. É aprisionado e não
consegue criar os vórtices, turbilhões e movimentos. Ao mesmo tempo, se
tiver vapor d’água, este fica aprisionado. Na atmosfera real, o ar
quente sobe, provoca convecção, fenômenos, a dinâmica de fluidos está
liberada. É o mesmo exemplo de se estar dentro do carro com tudo fechado
e exposto ao Sol. O calor é infernal, mas ao abrir as janelas,
imediatamente libera-se a dinâmica de fluidos e as temperaturas caem.
Gás em sistemas abertos não fica aprisionando calor. Ainda por cima, a
física da re-emissão de infravermelho pregada como religião é absurda,
porque se essas moléculas emitissem a energia absorvida, isto ocorreria
de maneira isotrópica, sendo a superfície da Terra um dos menores alvos.
O CO², gases como o clorofluorcarbono (CFC) e o desmatamento destroem a camada de Ozônio?
Não. Não existe esta coisa de “camada de
ozônio”, que já parece uma entidade religiosa. Ozônio é um gás de
formação transitória, proveniente do segundo maior constituinte
atmosférico, o gás oxigênio (chamado molecular) que só se forma com
energia. Assim, necessita-se da energia do Sol, em seus raios
ultravioleta da banda C, para que as nuvens ozônicas se formem na baixa e
média estratosfera (terceira camada atmosférica de baixo para cima). As
nuvens ozônicas surgem e desaparecem, mas em quantidades
espetacularmente grandes. Essas variações foram descritas por Gordon
Dobson (cientista britânico) e outros cientistas já de longa data, e
nada tinham a ver com a hipótese fraudulenta da presença de cloro
derivado de CFCs na estratosfera. Aliás, de fato, nunca se provou essa
hipótese, nem mesmo em laboratório. Também omitiram durante o período de
assinatura do outro protocolo, o de Montreal, que as fontes de cloro
naturais, que lançam cloro na estratosfera são 80 mil vezes maiores que
as humanas, mas é claro, venderam bem a ideia de que é a sua geladeira
que destrói uma coisa que não existe: a tal “camada de ozônio”.
Na questão do desmatamento, alguns
estudos sugeriram que os incêndios florestais seriam uma fonte de cloro
para a atmosfera, mas apenas isto. Deve-se ressaltar que a quantidade de
incêndios florestais é imensamente superior ao número de queimadas, que
são fogos de origem antrópica. Os incêndios florestais fazem parte do
ciclo natural das florestas, como processo de renovação da biomassa.
Esta cresce nos períodos chuvosos e se desfaz em períodos de estiagens.
Assim, de novo, essa outra fonte de cloro seria pelo menos 10 mil vezes
maior que os gases refrigerantes.
O desmatamento pode alterar o clima local e global?
O desmatamento altera o clima local, por
um período de tempo curto, onde a superfície fica desprotegida. Se
abandonada, em menos de 20 dias já aparece uma cobertura vegetal
rasteira, reiniciando o processo de retomada pela natureza. Nota-se que
esta “alteração climática” não enquadra regime de chuvas e outros
fenômenos, porque estes pertencem a outra escala. Assim, as alterações
vão refletir na absorção, reflexão e emissão de energia, saldo de
evaporação (se nenhum outro fenômeno estiver atuando) e temperatura,
embora esta última seja o pior parâmetro para referenciar qualquer
coisa. Quanto ao global, nada interfere.
Se o aquecimento global não existe, qual foi a importância do RIO+20, ECO 92 e de outros eventos semelhantes?
O que foi realmente discutido no RIO+20?
Algo de importante? São todos eventos de carnaval fora de época, em que
se discutem negócios, ou seja, quanto vai se levar nesse mercado
fraudulento do carbono. Todos os países querem participar disto. Agora
tem o lado obscuro de tudo isso, pois os direitos civis das pessoas
começaram a entrar no jogo, bem como a criação de mais impostos e a
formação de algo que ainda não conseguimos definir muito bem, entre um
“eco-imperialismo” ou um “eco-totalitarismo”. Veja bem, teve brasileiro
querendo que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente tivesse
“dentes”, a fim de manipular as nações que se não adequassem ao status
quo colocado. Já daria para saber quem tomaria a mordida destes dentes,
não? Dessa forma, estamos abrindo precedentes perigosos para a vida da
humanidade e ninguém está percebendo isto?
Dizem que o nível do mar está subindo devido o derretimento das calotas polares, é verdade?
Não. O nível do mar apresenta flutuações
normais devido à dilatação térmica dos oceanos, movimentos de ciclos
lunares entre outros. De fato, os oceanos variam 15 a 25 centímetros por
causa desses fenômenos e ainda podem variar até meio metro em fenômenos
como La Niña ou El Niño. Em eventos extremos, que não devem ser
confundidos aqui, o mar pode subir um ou dois metros, mas isto devido
aos ventos, ciclones tropicais e extratropicais. Quando terminam, o mar
volta.
Quanto aos pólos, o Ártico é um oceano
congelado que pode variar de dois a cinco metros de espessura, que
derrete e congela normalmente durante as estações de verão e inverno, em
que por um longo período congela mais do que derrete (saldo positivo) e
depois inverte (saldo negativo). Em 2012 voltou a sua média normal, que
leva em conta os dados dos anos de 1970 até 2000. Assim, gelo dentro da
água, quando derrete vira água, não alterando em nada. Quanto à costa
da Groenlândia, esta também apresenta alta variação de degelo e
congelamento muito conhecida, fazendo parte do ciclo natural. O interior
da Groenlândia dificilmente é afetado e não derrete há mais de 10 mil
anos. O polo Sul é bem diferente do Norte, pois possui um continente de
14 milhões de quilômetros quadrados, cuja quantidade de gelo passa os 27
milhões de quilômetros cúbicos. Lá não tem como derreter sem que a
Terra eleve suas temperaturas acima de 20ºC. Levando em conta a fase
lunar certa, para não dar distorção entre as marés, o nível do mar está
na mesma marca feita em 1841, ou seja, os oceanos, pelo menos em nível
médio, continuam do mesmo jeito que estavam há mais de 170 anos.
Qual a sua opinião sobre o Protocolo de Kyoto?
É o mercado da fumaça. Não serve para
nada a não ser manter os países em desenvolvimento presos nos seus
grilhões de pobreza. Criaram-se mecanismos burocráticos sem fim para
solucionar um problema que não existe. Muita gente ganhou rios de
dinheiro com a permanência da pobreza de outros. Porém, não parou por
aí, porque esse dinheiro de créditos de carbono voltou aos seus
emissores, por meio da compra de produtos por eles vendidos. Enfim, é um
esquema fiducitário da pior espécie, em que se vende débitos e grilhões
ao mesmo tempo. O protocolo precisa acabar e nunca mais voltar.
Por ser uma minoria nessa questão ambiental, já pensou que pode estar errado?
Exatamente por sofrer todas as sanções e
perseguições possíveis e imagináveis, dentro e fora do trabalho, tenho
absoluta certeza de estar correto. Ainda mais quando toda essa turma
evoca o princípio da precaução, a minha certeza é plena. Quer dizer que
sem certeza científica de nada, precisamos pagar uma conta sobre clima e
ambiente? E se tivéssemos a certeza, pagaríamos também. Para que a
ciência se todas as decisões já foram tomadas?
O senhor é um dos poucos brasileiros que defendem que o aquecimento global não existe, por quê?
Porque é muito mais fácil para vida, em
todos os sentidos, dizer que ele existe. Poderia pegar um trecho da
minha pesquisa antártica e dizer que o número de ciclones aumentou,
portanto, é prova de que o aquecimento global existe e que o homem fez
isto. Agora dizer a verdade dá trabalho. Assim, termino com o pensamento
do Dr. Ivar Giaever, Prêmio Nobel em Física. Ele diz ser um cético ao
“aquecimento”, porque está se tornando uma religião onde não se admite
questionamentos. Ainda completa que não interessa o número de cientistas
que seguem esta falácia. O que interessa é se os cientistas estão
corretos.
Estudo
foi feito em parceria com a Universidade da Califórnia e publicado na
revista científica The New England Journal of Medicine
A
infecção por zika pode prejudicar o feto em qualquer fase da gravidez,
não apenas se a mãe adoecer nas primeiras semanas de gestação, como se
imaginava inicialmente. É o que mostra pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz
e da Universidade da Califórnia, publicada no site da revista
científica The New England Journal of Medicine.
De
42 mulheres acompanhadas, 29% esperavam bebês com alterações no sistema
nervoso central. Os filhos de mulheres contaminadas entre a 5ª e a 38ª
semanas de gravidez apresentaram más-formações, como microcefalia,
calcificações cerebrais, restrição de crescimento intrauterino, ausência
de hemisférios cerebrais.
A infecção pelo vírus também afetou a
função placentária e houve casos de grávidas com pouco líquido e até
mesmo com ausência de líquido amniótico. Dois fetos morreram; suas mães
haviam adoecido na 25ª e na 32ª semanas de gestação. O estudo, iniciado
em setembro, antes mesmo de o Ministério da Saúde decretar emergência em
saúde pública, acompanhou 88 mulheres com sintomas de zika, como
manchas vermelhas no corpo, conjuntivite, dor de cabeça e dores nas
articulações.
Os exames deram positivo para zika em 72 mulheres
(82%): 42 aceitaram ser acompanhadas e passaram por ultrassonografia; as
demais alegaram que o local para os exames era distante de casa ou se
negaram a fazer os testes por temer os resultados. As 16 que tiveram
teste para zika negativo também passaram por ultrassonografias. Todas
eram saudáveis, e não apresentavam nenhum outro fator de risco além de
terem contraído zika – possíveis causas de microcefalia, como sífilis,
citomegalovírus e rubéola haviam sido afastadas nos exames.
Um
dado chamou a atenção dos pesquisadores e foi registrado no trabalho:
88% das grávidas já haviam tido dengue, confirmado por exames de sangue.
As mulheres relataram ainda que outros parentes haviam contraído zika –
21% delas disseram que seus companheiros adoeceram. Das 42 mulheres
acompanhadas, 12 esperavam bebês com más-formações. As ultrassonografias
mostraram que cinco deles tinham restrição de crescimento intrauterino
(com ou sem microcefalia); quatro apresentavam calcificações cerebrais,
dois tinham outras lesões do sistema nervoso central; quantidade
insuficiente de líquido amniótico foram percebidas em sete crianças.
Quatro
fetos tinham fluxo anormal nas artérias cerebrais ou umbilicais. Seis
mulheres deram à luz e os achados na ultrassonografia foram confirmados:
um bebê tinha microcefalia severa e atrofia cerebral; dois bebês
diagnosticados com restrição do crescimento intrauterino foram
considerados pequenos ao nascer e com cabeças proporcionais e um bebê
cuja mãe apresentou pouco líquido amniótico nasceu com tamanho adequado
para a idade gestacional. Duas mulheres que não tiveram zika deram à luz
bebês sem nenhuma alteração.
Para os pesquisadores, esses
resultados "fornecem apoio adicional" para mostrar a ligação entre a
infecção de grávidas por zika e "anomalias fetais e placentárias".
"Apesar de os sintomas clínicos leves , infecção pelo vírus zika durante
a gravidez parece estar associada a resultados graves, como morte
fetal, insuficiência placentária, restrição de crescimento fetal, e
lesões do sistema nervoso central", escreveram os pesquisadores.
Eles
recomendam o cuidadoso acompanhamento dessas mulheres para avaliar os
sinais de insuficiência placentária, que podem levar à morte do feto. O
estudo, que reúne pesquisadores de diferentes instituições ligadas à
Fiocruz, como o Instituto Nacional de Infectologia (INI) e o Instituto
Fernandes Figueiras, ainda não foi encerrado. As crianças nascidas
dessas mães serão acompanhadas por longo prazo em outras fases da
pesquisa.
Decisão sobre patente pode
definir quem se beneficiará da tecnologia CRISPR-Cas9, que permite manipular
genes com facilidade e precisão
Decisão sobre patente pode
definir quem se beneficiará da revolucionária tecnologia de engenharia genética
CRISPR-Cas9. Perspectiva de alterar genes humanos de modo mais simples abre
leque de possibilidades e temores.
O Escritório de Patentes e
Marcas dos Estados Unidos (USPTO, na sigla em inglês) começa a analisar nesta
quinta-feira (10/03) quem deve receber a patente para usar a revolucionária
tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9. O método permite manipular genes com
facilidade e precisão sem precedentes – inclusive em seres humanos.
A possibilidade de que a
CRISPR-Cas9 seja usada em breve para a terapia genética em humanos tem causado
frenesi na comunidade científica. Ao mesmo tempo, muitos se perguntam: os seres
humanos deveriam ter controle sobre a própria genética e reescrever o DNA para
gerações futuras?
Biólogos são capazes de editar
o genoma com ferramentas moleculares há algum tempo, mas não de maneira tão
simples e versátil como com a CRISPR-Cas9.
Foto:
Thinkstock
Biólogos são capazes de editar
o genoma com ferramentas moleculares há algum tempo, mas não de maneira tão
simples e versátil como com a CRISPR-Cas9. Descoberta em 2012, a tecnologia usa
a enzima Cas9 para cortar o DNA em pontos determinados por uma cadeia-guia de
RNA. Ou seja, a tecnologia funciona mais ou menos como a ferramenta de localizar
e substituir uma palavra no Word, primeiro localizando o gene a ser editado e,
depois, fazendo a alteração necessária.
Isso permite "customizar o
genoma de qualquer célula ou espécie à vontade", afirmou Charles Gersbach,
professor assistente de Engenharia Biomédica da Universidade de Duke ao New York
Times.
Corrigir
doenças
Na China, cientistas já
aplicaram a tecnologia para alterar o DNA de embriões humanos no ano passado, na
tentativa de corrigir falhas genéticas por trás da rara – e muitas vezes fatal
–doença sanguínea talassemia beta, o tipo de talassemia mais comum no Brasil. O
experimento, realizado na Universidade Sun Yat-sen, foi considerado eticamente
defensável, pois os embriões carregavam um defeito cromossômico que os tornava
inviáveis e não lhes foi dada a chance de se desenvolver.
O Reino Unido também
autorizou, no início de fevereiro deste ano, que cientistas modifiquem
geneticamente embriões humanos, mas apenas para fins de pesquisa. Trata-se da
primeira licença do tipo na Europa, e os pesquisadores, do Instituto Francis
Crick, em Londres, planejam adotar a tecnologia CRISPR-Cas9.
Alterar o DNA de um embrião –
a chamada modificação da linha germinativa – significa que as mudanças
apareceriam em todas as células do organismo adulto. Isso inclui óvulos e
espermatozoides, ou seja, as mudanças genéticas e possíveis efeitos colaterais
seriam transmitidos para gerações futuras.
Se pesquisadores conseguissem
manipular o gene que sofre mutação em pessoas com o mal de Huntington, por
exemplo, eles poderiam curar o distúrbio neurológico e evitar que crianças
nascessem com a enfermidade.
Demanda
médica
Muitos especialistas
argumentam que as doenças causadas por um único gene defeituoso, como a de
Huntington, são raras e, por isso, não há uma demanda médica para fazer
alterações hereditárias em embriões.
"A edição genética hereditária
não é aplicável a doenças comuns como câncer ou diabete, nas quais a componente
hereditária é causada por vários genes diferentes", escreveu o jornalista
científico Nicholas Wade no New York Times.
Wade afirma que, mesmo no caso
de doenças causadas por um único gene, a edição da linha germinativa é
desnecessária na maioria dos casos, porque os pais podem gerar uma criança
saudável através da fertilização in vitro. Bastaria implantar no útero apenas
embriões saudáveis, identificados numa triagem genética. Casais também podem
recorrer à doação de esperma.
Além da manipulação genética
em embriões, há a esperança de que, para algumas doenças, seja possível extrair
células-tronco do sangue, alterá-las com ajuda da CRISPR-Cas9 e devolvê-las ao
organismo. Segundo artigo publicado na revista Nature, poderiam ser manipuladas
células-tronco para tratar a anemia falciforme, por exemplo.
Um desafio maior seria aplicar
a enzima Cas9 e o RNA-guia para outros tecidos do corpo, mas pesquisadores
esperam que um dia a técnica possa ser usada para lidar com uma série de doenças
genéticas. Cientistas também têm esperança de conseguir manipular células do
sistema imunológico para evitar o câncer e finalmente encontrar uma cura para a
doença.
Bebês
projetados
Muitas pessoas temem que a
CRISPR-Cas9 seja utilizada indevidamente para criar os chamados "bebês
projetados". O medo é de que alterações genéticas sejam aplicadas não apenas
para evitar doenças, mas também para aumentar a inteligência ou determinar a
aparência da criança.
Para Marcy Darnovsky, diretora
do Centro de Genética e Sociedade, nos EUA, isso poderia gerar um cenário em que
as pessoas com condições de pagar por um "bebê projetado" tentariam dar a seus
filhos o melhor começo na vida possível, provocando novas pressões competitivas
e comerciais. "Correríamos o risco de introduzir novos tipos de desigualdade",
disse ao Guardian.
Em entrevista à DW, Françoise
Baylis, filósofa e bioeticista da Universidade Dalhousie, no Canadá, também
aponta que a pressão para alterações genéticas no caso de uma doença poderia
levar a ainda mais discriminação e preconceito.
No entanto, para Robin
Lovell-Badgne, do Instituto Francis Crick de Londres, os perigos da tecnologia
são menores do que a maioria das pessoas pensa. "Não sabemos como aumentar a
inteligência", exemplifica. Como tantas outras características do ser humano, a
inteligência não é resultado de um único gene, e cientistas ainda não sabem
quais genes estão envolvidos.
Além da edição genética em
humanos, empresas estão de olho na CRISP-Cas9 para a agricultura e a
biotecnologia industrial. Nos últimos anos, pesquisadores já usaram a engenharia
genética para produzir trigo e arroz resistentes a pragas, assim como alcançaram
progressos em relação a cabras resistentes a doenças e laranjas com mais
vitaminas, por exemplo.
Agora, com a facilidade e o
baixo custo oferecido pela CRISP-Cas9, a lista de organismos geneticamente
modificados deve crescer, afirma a bióloga molecular Jennifer Doudna, da
Universidade da Califórnia. E isso poderia significar mudanças significativas na
nossa alimentação.
Doudna e sua equipe,
coliderada por Emmanuelle Charpentier, do Instituto Max Planck de Biologia
Infecciosa, em Berlim, estão entre os que disputam a patente pela CRISP-Cas9.
Deve levar meses para que as autoridades americanas cheguem a um veredicto, o
qual pode determinar quem vai se beneficiar da tecnologia e como ela vai mudar
nossa vida no futuro.
Alcançar e estender o
armazenamento de energia renovável será fundamental para acelerar a transição
energética e para que os países possam cumprir com os compromissos assumidos no
acordo do clima de Paris para que a temperatura do planeta não aumente mais do
que dois graus no final do século.
Assim explica Luke
Sussams, analista da organização internacional Carbon Tracker, especialista em
risco climático nos mercados financeiros, em entrevista à Agência Efe.
Sussams disse que o
desafio "crucial" para que de verdade ocorra uma transição energética rumo um
mundo baixo em carbono "está em avançar no armazenamento da geração renovável,
porque facilitaria sua penetração em massa no sistema elétrico".
"Se o armazenamento for
feito, as energias renováveis serão imparáveis e se imporão sem dúvida nenhuma",
ressalta.
O analista britânico é
"otimista" neste sentido. "As melhoras que experimentaram as energias renováveis
nos últimos anos foram realmente surpreendentes, a queda dos custos foi muito
significativa e em muitos países se alcançou a paridade".
Sussams disse que a
expansão das energias renováveis é "totalmente factível" sem a necessidade de
subvenções. "As ajudas e as tarifas fixas eram um apoio para que a tecnologia
decolasse até ser competitiva no mercado, quando isto é atingido, como ocorre em
muitos países, as ajudas deixam de fazer sentido".
O analista da Carbon
Tracker está convencido de que a queda de preços do petróleo "não afetará a
expansão das energias renováveis", como, segundo sua opinião, demonstram dados
como os US$ 329 bilhões de investimento em novos projetos de energia limpa em
2015.
"O investimento em
energias renováveis resistiu aos baixos preços do petróleo, que se manterão
assim durante todo este ano. Seguramente haverá um aumento do preço do petróleo
em 2017, mas duvido que voltemos a ver o barril acima dos cem dólares",
acrescenta.
Nessa linha, Sussams não
acredita que os baixos preços do petróleo vão ser um impedimento para cumprir
com os objetivos de redução de emissões aos quais cerca de 200 países se
comprometeram em Paris.
Apesar de "haver muitas
dúvidas abertas, como se os países vão levar a sério seus compromissos e vão
implementá-los a cada cinco anos para assegurar que a temperatura não subirá
mais de dois graus, o acordo de luta contra a mudança climática de Paris é quase
um milagre".
"É a primeira vez na
história da humanidade na qual tantos governos se unem em um mesmo acordo, o que
é um sinal político tremendo para os mercados", acrescenta.
Sussams lembra também
que o pacto inclui "terminologia muito ambiciosa que ninguém pensava que seria
incluída", como "o compromisso de deixar a temperatura muito abaixo dos dois
graus, e fazer todo o possível para que não supere 1,5".
"Isto não quer dizer que
o 1,5 graus vai ser alcançado, porque tecnicamente é quase impossível, mas é
preciso falar de 1,5 para tentar pararmos nos 2", aponta.
Sussams está convencido
que para conseguir esse objetivo climático, dois terços das reservas de
combustíveis fósseis conhecidas "devem ficar sob terra, e nessas reservas entram
tanto as manejadas por empresas como pelos países".
No entanto, lembra que o
"risco para a mudança climática" não está tanto nessas reservas fósseis
conhecidas atualmente, mas nas que "ficariam por explorar no futuro".
Por isso, o analista
acredita que somente a decolagem em massa das renováveis reduzirá a demanda de
combustíveis fósseis e determinará que as reservas restantes fiquem sob terra.
No caso do carvão,
Sunssams opinou que a demanda já "tocou pico" e que o declive da mesma "é
totalmente estrutural e não cíclico".
Estamos em condições de
dizer que "o declive do carvão é irreversível".
A maquiagem infantil é um assunto controverso. Afinal, as crianças devem ou
não ter liberdade para explorar cosméticos de beleza? Do ponto de vista da
saúde, a dermatologista Flavia Guglielmino
é categórica: produtos de make só a partir dos 12 anos de idade – e com muito
cuidado.
A especialista aponta que o uso maquiagem para crianças
é absolutamente desaconselhado. O principal motivo é que a maioria dos esmaltes
e conjuntos vendidos para esse público têm
procedência desconhecida. “Eles podem conter substâncias como o níquel, um
grande causador de alergias”, explica
ela.
Cuidados com a
maquiagem infantil
De acordo com Flavia, a presença de crianças com
alergia em decorrência do uso de sombras de maquiagem ou esmaltes nos
consultórios dermatológicos é cada vez mais comum.
“Esses casos muitas vezes requerem
medicações para o tratamento e poderiam
ser evitados se as crianças não fossem expostas desnecessariamente a tais
produtos”, critica. Por isso, a
profissional orienta que a idade segura para as crianças começarem a utilizar
cosméticos de maquiagem é a partir dos 12 anos.
Ainda assim, o uso deve ser supervisionado por um adulto. Para os pais que não souberem como
lidar, a dica é começar liberando a make apenas em ocasiões especiais.
A partir do momento em que a criança
começa a usar maquiagem, determinados cuidados também precisam ser implementados
na rotina.
“O ideal é começar com o uso de maquiagens
hipoalergênicas”, esclarece a
dermatologista. Ela reforça também a importância de ensinar a criança a remover
corretamente os cosméticos após o uso.
Maquiagem infantil pode
desencadear alergias. Foto: iStock, Getty
Images
Dicas para remover a
maquiagem
Você certamente já ouviu falar da importância de
retirar a maquiagem antes de dormir. Independente da idade, esse é um passo
importante para prevenir o envelhecimento precoceda pele.
“É durante à noite que a pele passa pelo processo
automático de renovação celular, o que ajuda a mantê-la mais bonita. Dormir
maquiada atrapalha esse processo”, explica o dermatologista Jardis Volpe. Além
disso, a maquiagem prolongada entope os poros, causando cravos e espinhas.
Por isso, na hora de orientar sua filha sobre como
remover a maquiagem, vale a pena seguir um passo a passo indicado pelo
dermatologista: o melhor é usar um demaquilante para iniciar a remoção e depois lavar o rosto com um
sabonete líquido. Para finalizar, a dica é aplicar um tônico para limpeza mais
profunda.
Conforme alerta Volpe, o erro mais comum na hora de
retirar a maquiagem é só lavar o rosto com sabonete e achar que isso é o suficiente. “Só ele não basta
para limpar adequadamente a pele. Boa parte dos resíduos acaba permanecendo lá”,
salienta o especialista.
Para quem não tem tempo de utilizar sabonete,
demaquilante e tônico, o dermatologista indica o uso da água micelar, uma
solução líquidatrês em um: ela
ajuda a limpar, remover a maquiagem e desobstruir os
poros.
A Nasa, agência espacial
norte-americana, confirmou nesta quarta-feira (9) que a missão Insight, que
exploraria a superfície de Marte, foi adiada para 2018. Segundo comunicado, o
lançamento do equipamento será realizado no dia 5 de maio daquele ano e a
aterrissagem está programada para o dia 26 de novembro de
2018.
Foto:
NASA
Em dezembro do ano passado, os
norte-americanos já haviam avisado que o envio iria atrasar.
A missão espacial deveria ter
sido inicializada neste mês, mas foi suspensa por problemas na reparação de um
dos instrumentos da sona, o "seismometer" - um tipo de sismógrafo como os que
revelam ondas sísmicas dos terremotos em nosso planeta. A peça foi construída
pelo Centro Espacial Francês e agora será consertada pelo Jet Propulsion
Laboratory, que fica em Pasadena, nos Estados Unidos. O instituto também será o
responsável para verificar o instrumento, enquanto os especialistas franceses
farão o teste de integração à sonda, em processo que deve ser finalizado em
2017. As duas agências farão revisões temporárias, a cada seis meses, para
avaliar os avanços técnicas.
O custo desse atraso será
ainda divulgado, com uma estimativa que será anunciada em agosto. O chefe da
divisão planetária da Nasa, Jim Green, afirmou ainda que a agência espacial
norte-americana está avaliando outros cinco projetos exploradores - incluindo
uma missão a Vênus - e que serão desenvolvidos, concomitantemente, até 2020.
Parece brincadeira de criança, mas não é. Pular corda emagrece
e pode ter vários benefícios para a sua saúde. Exercício queimador de
gordura, ele trabalha vários músculos do corpo ao mesmo tempo. Não
bastasse isso, o equipamento é de fácil acesso e você é capaz de treinar
em qualquer lugar – basta ter um pouco de espaço.
Pular corda é um alternativa para quem quer praticar exercícios sem sair de cada.Foto: iStock, Getty Images
Como pular corda emagrece e traz benefícios
Pular
corda é um fantástico exercício para o corpo. Ele queima calorias e
esculpe seus ombros, peito, braços, pernas e até mesmo abdômen, tudo
isso sem a necessidade de equipamentos fitness.
Essa atividade realmente melhora a
coordenação, já que faz você se concentrar bastante em seus pés.
Querendo ou não, você estará prestando atenção no movimento e seu cérebro vai ficar atento. Dessa forma, o exercício pode ser benéfico também para desenvolver habilidade em outros esportes.
É extremamente válido também para prevenir lesões – comum nos pés e tornozelos de atletas de basquete, tênis e futebol,
por exemplo. Isso porque, além de melhorar a coordenação, pular corda
ainda é capaz de aumentar a força dos músculos que circundam as
articulações, reduzindo as chances de danos nessas áreas.
Comparado a correr por 30 minutos, pular corda queima mais calorias. De acordo com o Science Daily,
esse exercício pode alcançar uma taxa de queima de até 1.300 calorias
por hora de atividade vigorosa. Por isso, muitas vezes é um grande
aliado para a perda de peso, principalmente se você não tem tempo para praticar outros exercícios físicos.
De acordo com o American College of Sports Medicine, essa atividade é altamente recomendada para o condicionamento aeróbico. Como consequência, há melhora na saúde do coração e na eficiência de como você respira.
E o melhor de tudo: é possível fazer esse exercício em qualquer lugar. Sim, você pode levar a corda para onde estiver e treinar a qualquer hora – irá precisar apenas de um pouco de espaço para praticar.
Queimando gordura com o treino
Pular corda quatro dias por semana pode ajudar a queimar muitas calorias e a emagrecer. Veja uma sugestão de treino para utilizar esse exercício:
Caminhe rapidamente ou corra por cinco minutos para aquecer o corpo.
Realize um treino com intervalos. Esse método é um ciclo de alternância de rajadas curtas de intensa atividade com períodos de recuperação ativa.
Por exemplo, pule corda tão rápido quanto você puder durante 60
segundos e intercale com 90 segundos de intensidade moderada. Repita ao
longo de dez minutos.
Alterne os tipos de saltos que você executa durante o treino, para maximizar a queima de calorias. Modifique o salto regular, onde seus pés levantam do chão um pouco, levando os joelhos em direção ao peito.
Divida o treino em diferentes momentos do dia, para não cansar em excesso.
Lembre-se sempre de que antes de
realizar qualquer tipo de exercício é interessante conversar com um
médico e verificar suas condições de saúde. Além disso, use uma roupa
confortável e hidrate-se antes, durante e depois da atividade.
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